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Nova estação

Wanderléa
Discs: MPB

In Stock

18,49 € tax incl.

Data sheet Discs

Seal Lua Music
Style MPB
Original Edition Year 2008

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Como o amigo Erasmo Carlos, Wanderléa passou um tempo sentada à beira do caminho, perdida com o fim da Jovem Guarda. Contudo, justiça seja feita, nos anos 70, a Ternurinha se desviou da rota das tardes dominicais dos anos 60 numa série de discos renovadores - Maravilhosa (1972), Feito Gente (1975), Vamos que Eu Já Vou (1977) e Mais que a Paixão (1978) - que não conseguiram sedimentar a mudança de rumo da cantora (ao contrário do que aconteceu com o Tremendão). E o fato é que a carreira da cantora voltou a girar em torno de seu passado de glória. Daí a agradável surpresa desse Nova Estação, belo álbum que não vai mudar o curso da História nesta altura da vida da artista, mas que mostra Wanderléa em boa forma, sintonizada com repertório de abrangente leque estético que engloba samba (A Banca do Distinto, de Billy Blanco), choro (o esperto Choro Chorão, de Martinho da Vila) e canções de Geraldo Azevedo (Dia Branco, com citação de Carinhoso), Chico Buarque (Mil Perdões, pontuada pelo sax soprano de Ubaldo Versolato) e Johnny Alf (Eu e a Brisa, emendada com O Que É Amar), entre outros grandes compositores nunca associados ao canto pop juvenil de Wandeca.
Renascer cada dia como a luz da manhã / Despertar sem medo, enganar a dor", receita Wanderléa na faixa-título do CD Nova Estação. É sintomático que a canção da lavra de Luiz Guedes e Thomas Roth abra este álbum em que a Ternurinha esboça um renascimento artístico, enganando a dor de não ter tido a carreira luminosa a que fazia jus. E há luz neste disco em que, renovada, a intérprete sintoniza velhas estações. Wanderléa está cantando muito bem e os arranjos (a maioria de Lalo Califórnia, produtor do disco ao lado de Thiago Marques Luiz) primam pela elegância. Sem mofo, embora estacionado no passado da música brasileira, o repertório foca pontos obscuros da trajetória de Wanderléa. My Funny Valentine - ouvido num registro jazzy de tom lânguido e sensual - evoca o tempo em que Wanderléa foi crooner da orquestra regida pelo trombonista Astor Silva, cantando músicas como este standard de Richard Rodgers e Lorenz Hart. Nesta estação renovadora, a cantora se arrisca até como arranjadora do pot-pourri de sambas que aglutina Chiclete com Banana, Adeus América e Eu Quero um Samba. Em faixa mais contemporânea, uma balada de Arnaldo Antunes - Se Tudo Pode Acontecer, em delicado arranjo pontuado pela guitarra slide tocada por Lalo Califórnia - credencia Wanderléa a sintonizar compositores de tempos mais atuais. Na contramão, mas sem aquele saudosismo jovem-guardista que tanto atrapalhou sua carreira, a cantora se reconecta aos parceiros das velhas tardes de domingo Roberto e Erasmo Carlos no Samba da Preguiça - pérola obscura da dupla, revivida pela Ternurinha sem a pegada de samba-rock do registro feito pelo Trio Mocotó em 1973 - e em Todos Estão Surdos, hino pacifista da fase soul do Rei, em arranjo xerocado da gravação original de Roberto (de 1971). Entre registro sem brilho especial de tema de Luiz Melodia (Salve Linda Canção sem Esperança) e lembrança do encontro fonográfico com Egberto Gismonti (Mais que a Paixão, canção situada ao fim do disco como pungente carta de princípios), Wanderléa apaga a má-impressão de seu último álbum, O Amor Sobreviverá (gravado de forma independente e distribuído pela BMG em 2003), e renasce em Nova Estação, voltando a brilhar com luminosidade há muito ausente de sua voz." Mauro Ferreira, Notas musicais 08.12.2008

É tempo de novidades e de desafios para Wanderléa, que volta ao disco após cinco anos: "O CD abre com ´Nova Estação´, para mostrar, com toda liberdade, o que pretendo, o que espero da vida - poder fazer o que me dá muito prazer". No repertório, músicas de Jackson do Pandeiro ("Chiclete com Banana") a Arnaldo Antunes ("Se Tudo Pode Acontecer") passando por Martinho da Vila ("Choro Chorão"), Chico Buarque ("Mil Perdões"), Geraldo Azevedo ("Dia Branco"), Rodgers & Hart "(My Funny Valentine"), sem esquecer Roberto & Erasmo Carlos ("Todos Estão Surdos" e "Samba da Preguiça"). Não deixe de conferir!

Nova estação
Eu e a Brisa / O que é Amar
Samba da Preguiça
Salve Linda Canção sem Esperança/ Chiclete com ...
Eu Quero um Samba
Mil Perdões
Dia Branco
My Funny Valentine
Choro Chorão - Citação de "Delicado"
A Banca do Distinto
Se Tudo Pode Acontecer
Todos Estão Surdos
Mais que a Paixão

Themes

CD 1
01
Nova estação
Luiz Guedes - Thomas Roth
02
Dia branco
Geraldo Azevedo - Renato Rocha
03
Samba da preguiça
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
04
Salve linda canção sem esperança
Luiz Melodia
05
Mil perdões
Francisco Buarque de Hollanda (Chico Buarque)
06
My funny Valentine
Richard Rogers - Lorenz Hart
07
Chiclete com banana / Adeus América / Eu quero um samba
Gordurinha - Almira Castilho / Haroldo Barbosa - Geraldo Jacques / Haroldo Barbosa - Janet de Almeida
08
A banca do distinto
Billy Blanco
09
Choro chorão
Martinho da Vila
Wanderléa & Ó de Borogodó
10
Eu e a brisa / O que é amar
Johnny Alf
11
Se tudo pode acontecer
Arnaldo Antunes - Alice Ruiz - João Bandeira - Paulo Tatit
12
Todos estão surdos
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
13
Mais que a paixão
Egberto Gismonti - João Carlos Pádua