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Bacia do Cobre (Ed. Jpn)

Marcelo Galter
Discos: Jazz / MPB

Disponible

26,90 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Think! Records
Estilo Jazz / MPB
Año de Edición Original 2021
Instrumental

Más

Marcelo Galter (piano, piano eléctrico, órgano, sintetizador)

Ldson Galter (contrabajo), Luizinho do Jêje y Reinaldo Boaventura (percusión)

Primera edición en CD (Japón), de 2022, del disco lanzado originalmente en Brasil un año antes por el sello Rocinante.

"Com capa que expõe o quadro Parque de girassóis, obra lançada em 1966 pelo pintor baiano Genaro de Carvalho (1926 – 1971), o álbum Bacia do Cobre desembarca nos aplicativos de música na sexta-feira, 24 de setembro, marcando a estreia solo do pianista Marcelo Galter no mercado fonográfico.
Para quem não liga o nome ao som, Galter foi o pianista arregimentado pelo maestro baiano Letieres Leite para o show Claros breus (2019), da cantora Maria Bethânia.
Integrante do Letieres Leite Quinteto, Galter debuta solo com disco instrumental e autoral, gravado pelo pianista com o irmão mais velho, Ldson Galter, no toque do baixo e com os músicos Luizinho do Jêje e Reinaldo Boaventura nas percussões de acento afro-brasileiro.
O título do álbum Bacia do Cobre se refere à área de proteção ambiental situada no Parque São Bartolomeu, em Salvador (BA), cidade natal onde o pianista baiano nasceu e foi criado.
Ao arquitetar o disco Bacia do Cobre, a intenção de Galter foi temperar com toques de jazz a baianidade latente no som dos músicos e naturalmente evidente na gravação de repertório essencialmente inédito.
Esse repertório é composto por seis temas da lavra de Galter – Capricorniana, Cobra coral, Galinha pulando, Lourimbau e Prece, além da música-título Bacia do Cobre (única composição mais antiga da recente safra autoral, tendo sido criada há cerca de sete anos) – e abarca Temporal (1957), título menos badalado do cancioneiro de Dorival Caymmi (1914 – 2008), compositor matricial no universo musical de Salvador (BA).
Temporal cai em Bacia do Cobre com arranjo criado por Galter com inspiração no toque original do violão de Caymmi, urdido com ecos dos sons dos berimbaus percutidos na capoeira." Mauro Ferreira (g1.globo.com, 23.09.2021)

"A música de Marcelo Galter foi definida por Letieres Leite como “um piano afro-brasileiro absolutamente original”. Conheci sua música ouvindo o disco também absolutamente original da cantora e compositora Ilessi, “Atlântico Negro”, em que Marcelo toca e também faz a direção musical. Ilessi gravou uma composição dele – “Cobra Coral” - vocalizando a melodia sem letra, uma beleza.
Marcelo Galter nasceu em Pirajá, bairro da periferia de Salvador. Conviveu com a música da comunidade e formou-se em piano erudito pela Universidade Federal da Bahia. Pianista, compositor, arranjador e produtor, foi chamado pelo maestro Letieres Leite para tocar no show de Maria Bethânia “Claros Breus” (2019). Foi integrante do Letieres Leite Quinteto.
“Bacia do Cobre” (2021) é seu primeiro disco solo, pela gravadora Rocinante. Os músicos que fazem parte deste trabalho são Ldson Galter, seu irmão, no baixo e dois percussionistas: Luizinho do Jêje e Reinaldo Boaventura. A originalidade de sua música já está presente na formação, piano, baixo e dois percussionistas. A percussão acentua a rítmica afro-brasileira.
“Bacia do Cobre” é o nome de uma região de proteção ambiental, situada em Salvador, onde Marcelo nasceu e foi criado. A capa, “Parque de Girassóis”, é arte do pintor baiano Genaro Carvalho.
Todas as composições são autorais, com exceção de “Temporal”, de Dorival Caymmi. São elas: “Cobra Coral”, “Galinha pulando”, “Capricorniana”, “Prece”, “Lourimbau” e “Bacia do Cobre”.
“Arriscar novas texturas sonoras”: é assim que Marcelo Galter se refere a este trabalho, que é uma homenagem ao maestro baiano Letieres Leite. Sua música expressa liberdade, criatividade e excelência musical. As linhas melódicas do piano e baixo dialogam, criando um espaço onde vibram células rítmicas afro-brasileiras. Isto forma uma textura exuberante e original. A concepção musical de Galter está impregnada do senso de liberdade individual, em que cada músico tem espaço para realizar seu som, e de criação coletiva, em que todos participam na realização de uma obra única. Estes extremos, liberdade individual e criação coletiva, não entram em conflito. Ao invés disto, eles dialogam, convivem. Cada músico participa de forma criativa. Ninguém “acompanha” ninguém. Os sons dialogam entre si e além desta conversa de sons, há uma grande liberdade que permite que cada músico se expresse. Neste sentido, é um som que nos remete ao jazz, Charlie Parker, Miles Davis, John Coltrane.
Um outro procedimento muito usado por ele é a migração da voz do piano para o baixo. Se a parte melódica- piano e baixo- nos remete ao contemporâneo, a parte rítmica nos remete à ancestralidade. E estes extremos convivem na textura musical criada.
A música “Bacia do Cobre” foi criada no compasso de 11 tempos, assim divididos: 3-3-2-3. Em algumas partes o piano migra para o contrabaixo. Tem poucos motivos e propõe situações para os músicos improvisarem.
Perguntei a ele: “- Marcelo, o que te leva a escolher estruturas rítmicas incomuns? O gosto pelo diferente ou há algum motivo?” E ele respondeu: “- Gosto de explorar o risco em tempo real, como um ingrediente necessário e poderoso para a improvisação e a quebra de condicionamentos.”
“Prece”, composta no início da pandemia, tem uma atmosfera meditativa, religiosa. A melodia é fluida, há mudanças de compasso e também o deslocamento da melodia do piano para o baixo.
“Cobra Coral” foi criada em um dos modos do músico francês Olivier Messiaen, o terceiro modo. Chama- se “coral” pela conversa entre as vozes. A melodia parece aleatória, sem ficar clara em que direção se move. Ritmicamente é um compasso quaternário, cada tempo dividido em 5 notas.
Em “Temporal”, de Dorival Caymmi, o arranjo foi inspirado na sonoridade original do berimbau: “Escrevi o arranjo inspirado no jeito de Dorival Caymmi tocar violão, que é, por sua vez, muito influenciado pela música de capoeira”, diz ele. “A música de Caymmi vai estar sempre presente na minha música”.
Sobre suas influências, Marcelo destaca Bach, pelas camadas polifônicas, Olivier Messiaen, por sua teoria dos modos, o jazz, a música percussiva da Bahia e, é claro, Letieres Leite. Conta que Letieres disse que na cultura da Bahia já temos material vasto e amplo para nossa contemporaneidade.
Perguntado sobre o que o levou a fazer este disco, ele disse que foi o desejo de tocar com estas pessoas numa música em que elas possam colocar realmente suas potencialidades. Por isto seu som é tão vivo, tão vibrante. Neste sentido, neste trabalho, todos são compositores, orquestradores.
O repertório do disco propõe situações musicais inusitadas. Nele, a contemporaneidade e a ancestralidade convivem, criando uma música atemporal e universal. Creio que este é o mais forte traço da música de Marcelo Galter.
Sobre ela, disse Egberto Gismonti: “(...) o piano conduz discretamente, acompanhado pelo baixo, melodias agudas, médias ou graves, numa precisão que chega a doer de tão bom.”
Este texto é um convite para que vocês ouçam, com ouvidos livres, a bela e ousada música de Marcelo Galter. É um convite para que apreciem e vivam uma experiência de beleza e liberdade." Eliete Negreiros (02.01.2025)

Temas

CD 1
01
Cobra coral
Marcelo Galter
05:22
02
Galinha pulando
Marcelo Galter
02:20
03
Capricorniana
Marcelo Galter
03:33
04
Prece
Marcelo Galter
07:08
05
Lourimbau
Marcelo Galter
05:57
06
Temporal
Dorival Caymmi
07:30
07
Bacia do Cobre
Marcelo Galter
06:30