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Sambas de enredo Carnaval 2026 - Rio de Janeiro (Grupo Especial)

Varios Intérpretes (Samba-enredo)
Discos: Samba-enredo

Disponible

18,49 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Independiente
Estilo Samba-enredo
Año de Edición Original 2025
Bailable
Observaciones CD-R

Más

Interpretaciones de: Dowglas Diniz; Evandro Malandro; Igor Sorriso; Igor Vianna; Jéssica Martin & Nino do Milênio; Marquinho Art'Samba; Paulo Emerson Dias; Pitty de Menezes; Pixulé; Tinga; Wander Pires; Zé Paulo Sierra.

Participación especial de; Ney Matogrosso, Patrícia Bastos y Teresa Cristina.

"Sambas de Enredo Rio Carnaval 2026 é um álbum com os sambas de enredo das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro para o carnaval do ano de 2026. Produzido por Alceu Maia, o álbum foi gravado no Estúdio Century, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, durante os meses de agosto, setembro e outubro de 2025. Diferente dos anos anteriores, os sambas foram lançados nas principais plataformas digitais de áudio separadamente, em forma de single, conforme foram sendo escolhidos e gravados pelas escolas. O primeiro samba foi disponibilizado em 15 de setembro de 2025. O álbum completo, com todos os doze sambas, foi lançado em 1 de novembro do mesmo ano.
Campeã do carnaval de 2025, a Beija-Flor estampa a capa do álbum e tem a faixa de abertura com um samba sobre o Bembé do Mercado. A faixa marca a estreia de Jéssica Martin e Nino do Milênio como intérpretes oficiais da escola, substituindo Neguinho da Beija-Flor. Vice-campeã do carnaval de 2025, a Grande Rio apresenta um samba sobre o Manguebeat. O samba do Paraíso do Tuiuti aborda a tradição cubana lucumi, uma vertente afro-religiosa que ganhou espaço nos terreiros de candomblé do Brasil.
A maioria das agremiações escolheu enredos em homenagem a personalidades históricas e figuras da cultura popular brasileira. A Imperatriz Leopoldinense homenageia o cantor Ney Matogrosso. A Viradouro homenageia o diretor de bateria da escola, Mestre Ciça. O samba da Portela tem como tema Custódio Joaquim de Almeida, apontado como um dos responsáveis por difundir o culto afro-religioso conhecido como Batuque no sul do Brasil. A Mangueira tem um samba sobre Mestre Sacaca, amapaense que utilizava seus conhecimentos no tratamento de doenças e no cuidado comunitário, dedicando sua vida à defesa da floresta amazônica. O Salgueiro homenageia a carnavalesca Rosa Magalhães, morta em 2024.
O cantor, compositor e pintor brasileiro Heitor dos Prazeres, morto em 1966, é homenageado no samba da Unidos de Vila Isabel. A escritora brasileira Carolina Maria de Jesus, morta em 1977, é tema do samba da Unidos da Tijuca. O samba da Mocidade Independente de Padre Miguel homenageia a cantora e compositora Rita Lee, morta em 2023. Fazendo sua estreia no Grupo Especial, após vencer a Série Ouro (segunda divisão do carnaval) de 2025, a Acadêmicos de Niterói homenageia o então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em sua crítica para O Globo, Bernardo Araujo classificou a safra de sambas como mediana, destacando as obras de Vila Isabel, Beija-Flor e Portela. Segundo o jornalista, o samba da Vila "segue em primeiro, na preferência da maioria dos ouvintes, e melhor ainda na voz de Tinga, seu puxador oficial. A homenagem a Heitor dos Prazeres mistura música, pintura, África e o próprio bairro e sua herança de ouro. Chega a novembro firme nas cabeças"; a Beija-Flor tem "um dos melhores sambas do ano. Aposentado, Neguinho da Beija-Flor deixa saudade, mas os eleitos Nino do Milênio e Jéssica Martin não fazem feio. A rima de 'retumba' com 'macumba' não é exatamente inspirada, mas a Beija-Flor tem tudo para sacudir"; a obra da Portela "que já soava bem de forma improvisada, chega mais redonda ao disco, com a alegria de Zé Paulo contrastando com o tradicional tom dolente dos sambas da escola"; a Acadêmicos de Niterói "abre o carnaval com um belo samba-enredo bem puxado por Emerson Dias"; na faixa da Imperatriz, "uma fusão de sambas resultou numa obra desigual, que abusa das citações de sucessos do cantor (Ney Matogrosso) e não vai muito longe, mas o refrão, sem referência ao enredo, pode até pegar"; na Mangueira, "o tema interessante não rendeu um samba inspirado"; na faixa da Mocidade, "apesar do bom trabalho de Igor Vianna, o samba não decola: menções a sucessos da homenageada (Rita Lee), guitarras de leve temperando a gravação, tudo muito simpático, mas difícil de estourar na Avenida"; o samba da Viradouro "fala mais do Estácio do que do tema (Mestre Ciça) propriamente dito. Wander Pires, que, ano após ano, vem domando seus exageros vocais, tem boa performance"; o samba da Tijuca tem "um dos refrãos mais emocionantes do ano [...] o samba do Borel em homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus chegou ao ponto perfeito, embalado pela bateria de Mestre Casagrande. Triste e belo como Quarto de Despejo, livro que consagrou a autora"; o Paraíso do Tuiuti "tem um daqueles sambas com batuque africano e muitas palavras em iorubá: o pesadelo dos implicantes, a alegria dos sambistas e do povo de santo. Pixulé tem mais uma vez boa performance vocal, em um samba difícil, mas redondo"; o samba da Grande Rio "incorpora a consciência social do criador do mangue beat num samba interessante, que explora caminhos líricos e temáticos diferentes das coirmãs. Melódico e bem puxado por Evandro Malandro, pode surpreender na Avenida"; na faixa do Salgueiro, "Igor Sorriso canta um samba leve, adequado à filosofia da homenageada Rosa Magalhães".[51]

Para Alberto João, do site Carnavalesco, "a decisão da Liesa e da gravadora em liberar autonomia para que cada agremiação realizasse a gravação de acordo com suas próprias diretrizes artísticas e musicais foi acertada e o resultado é um trabalho de altíssimo nível, com identidade sonora preservada e riqueza de arranjos. Tratando-se, tecnicamente, do melhor conjunto de gravações dos anos 2020". Analisando os sambas, o jornalista apontou que a obra da Beija-Flor "é muito boa, tem força e total capacidade de gerar ótimo rendimento"; "A letra do samba da Grande Rio é muito imponente, precisa e facilita o componente a cantar com raça"; o samba da Imperatriz tem "a letra muito bem definida, e a melodia, que parecia 'truncada' no final da segunda parte, já foi totalmente resolvida pela escola"; a obra da Viradouro "é simplesmente magistral. Traduz o enredo com potência, vibração e verdade. E Wander Pires, atualmente, é o principal cantor do carnaval"; a Portela apresenta "uma obra inspirada, poética e pulsante, valorizada pela magnífica atuação do intérprete Zé Paulo e pelo toque inconfundível da Tabajara do Samba, no comando de Mestre Vitinho"; o samba da Mangueira "traduz com clareza o enredo e convida ao canto forte da comunidade"; o samba do Salgueiro "é carregado de sentimento e com refrão poderoso. Uma obra marcada por emoção e identidade"; O samba da Vila "já nasceu histórico. A gravação oficial recebeu críticas pontuais, mas tecnicamente cumpre bem seu papel, valorizando o trabalho do intérprete Tinga, da bateria e do carro de som. É uma das grandes obras do ano"; a obra da Unidos da Tijuca "é de natureza forte, vibrante, repleta de história e garra. Na voz de Marquinho Art Samba, ganha vida e potência. A Tijuca volta a apresentar um hino que emociona. Um dos melhores sambas do ano"; o Tuiuti "apresenta um ótimo samba [...] A melodia é uma das mais diferenciadas da safra"; o samba da Mocidade tem "letra fácil, canto coletivo, empolgação natural [...] poderia ser mais potente (dedo na cara), já que o enredo é Rita Lee, mas consegue passar muito bem a proposta da escola"; o samba da Acadêmicos de Niterói tem "letra perfeita e um refrão que já desponta como o mais marcante do ano. O intérprete Emerson Dias brilhou intensamente na gravação"

Temas

CD 1
01
Bembé
Sidney de Pilares - Marquinhos BF - Chacal do Sax - Cláudio Gladiador - Marcelo Lepiane - João Conga - Salgado Luz - Júlio Assis - Diego Oliveira - Diogo Rosa - Manolo - Júlio Alves - Cláudio Russo - Léo do Piso
Beija-Flor (solistas: Jéssica Martin & Nino do Milênio)
05:49
02
Camaleônico
Aldir Senna - Alexandre Moreira - Antonio Crescente - Bernardo Nobre - Chicão - Gabriel Coelho - Guilherme Macedo - Hélio Porto - Marcelo Vianna - Miguel Dibo - Orlando Ambrósio - Wilson Mineiro
Imperatriz Leopoldinense (solistas: Pitty de Menezes & Ney Matogrosso
06:22
03
O mistério do Príncipe do Bará - A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande
Valtinho Botafogo - Raphael Gravino - Gabriel Simões - Braga - Cacau Oliveira - Miguel Cunha - Dona Madalena
Portela (solista: Zé Paulo Sierra)
05:47
04
Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O guardião da Amazônia negra
Pedro Terra - Tomaz Miranda - Joãozinho Gomes - Paulo César Feital - Herval Neto - Igor Leal
Mangueira (solistas: Dowglas Diniz & Patrícia Bastos)
06:08
05
Rita Lee, a padroeira da liberdade
Jefinho Rodrigues - Diego Nicolau - Xande de Pilares - Marquinho Índio - Richard Valença - Orlando Ambrosio - Renan Diniz - Lauro Silva - Cleiton Roberto - Cabeça do Ajax
Mocidade (solista: Igor Vianna)
06:04
06
Pra cima, Ciça!
Claudio Mattos - Renan Gêmeo - Rodrigo Gêmeo - Lucas Neves - Rodrigo Rolla - Ronaldo Maiatto - Bertolo - Silvio Mesquita - Marcelo Adnet - Anderson Lemos - Sandrinho - Thiago Meiners
Viradouro (solista: Wander Pires)
04:49
07
Carolina Maria de Jesus
Lico Monteiro - Samir Trindade - Leandro Thomaz - Marcelo Adnet - Marcelo Lepian - Telmo Augusto - Gigi da Estiva - Juca
Unidos da Tijuca (solista: Marquinho Art'Samba)
06:50
08
Lonã ifá lukumi
Cláudio Russo - Gustavo Clarão - Luiz Antonio Simas
Paraíso do Tuiuti (solista: Pixulé)
04:49
09
Macumbembê, samborembá: -Sonhei que um sambista sonhou a África
André Diniz - Evandro Bocão - Arlindinho
Vila Isabel (solista: Tinga)
06:50
10
A nação do mangue
Ailson Picanço - Marquinho Paloma - Davison Wendel - Xande Pieroni - Marcelo Moraes - Guga Martins
Grande Rio (solista: Evandro Malandro)
05:29
11
A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau
Rafa Hecht - Samir Trindade - Thiago Daniel - Clairton Fonseca - Fabrício Sena - Deiny Leite - Felipe Sena - Ricardo Castanheira - JP Figueira - Deco - Marcelo Motta - Dudu Nobre - Julio Alves - Manolo - Daniel Paixão - Jonathan Tenorio - Kadu Gomes - Zé Moraes - Jorge Arthur - Fadico
Salgueiro (solista: Igor Sorriso)
06:28
12
Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil
Teresa Cristina - André Diniz - Paulo César Feital - Fred Camacho - Júnior Fionda - Arlindinho - Lequinho - Thiago Oliveira - Tem-Tem Jr
Acadêmicos de Niterói (solistas: Paulo Emerson Dias & Teresa Cristina)
06:29