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Uma árvore da música brasileira

Guga Stroeter & Elisa Mori
Libros: Música

Próximamente disponible

38,90 € impuestos inc.

Ficha técnica Libros

Editorial SESC SP
Estilo Música
Año de Edición Original 2020

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388 páginas (19 x 25 cm) (Peso: 745 g)

"Abacateiro, acataremos teu ato. Na árvore da música brasileira, há muitos atos que não cessam de se ramificar. Baião, choro, samba e rock, música eletrônica e música de concerto, tudo é muito mais. Movimentos e grupos proliferam: Clube da Esquina, tropicália, manguebeat, jovem guarda... também se chamavam sonhos. Extensiva compilação, esta que se desvela ao leitor acompanhada de um pôster da frondosa árvore. Músicos, críticos, acadêmicos, todos empenhados em dar a sua visão de cada um dos 23 gêneros e movimentos selecionados. Respirar as formas da pureza. Mergulhando nos olhares experientes, nas análises historiográficas e nas aproximações subjetivas e objetivas de cada tema, o leitor poderá brincar no regato até que a árvore lhe traga os seus frutos – teu amor, teu coração.
Uma árvore da música brasileira, organizada pelo músico Guga Stroeter e pela pesquisadora Elisa Mori, compõe um registro histórico com testemunhos e reflexões de artistas, pesquisadores e produtores musicais, a partir de suas vivências e experiências. Essas memórias perpassam diferentes manifestações nacionais: modinha, lundu, choro, samba, baião, bossa nova, jovem guarda, tropicália, Clube da Esquina, mangue beat, caipira e sertanejo, dentre outras.

Ari Colares é bacharel em música e mestre em educação musical pela ECAUSP. Músico e educador especializado em percussão e ritmos brasileiros, atua no Brasil e no exterior. Já lecionou e tocou com importantes nomes da música criativa, como Mônica Salmaso, André Mehmari, Ceumar, Naná Vasconcelos, Fabiana Cozza, Yamandu Costa, Virginia Rosa, Toninho Ferraguti, Zizi Possi, Ivan Vilela, Egberto Gismonti, Anelis Assumpção e André Abujamra, entre outros. Faz parte do grupo A Barca, que apresenta expressões da cultura popular brasileira. De 1993 a 2017, ensinou percussão popular na Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim (Emesp). Atualmente exerce o cargo de gerente artístico do Projeto Guri e ministra aulas regulares em seu estúdio, além de cursos e oficinas no Brasil e no exterior.
Orlando Bolão é percussionista natural de Salvador. Tocou com a banda baiana Cheiro de Amor de 1989 a 2001, participou da Orquestra Heartbrakers, acompanhou Omara Portuondo, Alejandro Sanz e Olmir Stokler e atualmente toca com Eumir Deodato. Tem dois CDs solo gravados, já participou de trilhas para filmes e novelas e tocou com artistas internacionais, entre eles Gloria Estefan e o blues man Igor Prado.
Caetano Zamma (1935-2010) foi compositor e diretor musical paulistano. Além de contribuir para a música popular brasileira, dedicou sua carreira à produção de jingles publicitários. Foi produtor musical da TV Excelsior. No final dos anos 1950, a casa de sua família era um dos principais pontos de encontro de seus colegas músicos ligados à bossa nova. Participou como músico do icônico show da bossa nova em 1962 no Carnegie Hall, em Nova York, que marcou o lançamento do estilo para o cenário internacional.
Francisco César Gonçalves, o Chico César, é cantor, compositor, escritor e jornalista paraibano de Catolé do Rocha. Já gravou nove discos e escreveu três livros. Teve músicas gravadas por artistas como Elba Ramalho, Daniela Mercury, Zizi Possi, Rita Ribeiro, Emílio Santiago, Ivan Lins, Sting, Maria Bethânia e Gal Costa. Ganhou vários prêmios, sendo o mais recente o Prêmio da Música Brasileira pelo álbum Estado de poesia.
Eder “O” Rocha é baterista e percussionista. Iniciou seus estudos em 1983 e realizou formação técnica pelo Centro Profissionalizante de Criatividade Musical do Recife (CPCMR) em 1993. Rocha trabalhou em big band, banda sinfônica, orquestras sinfônicas e com alguns grupos e músicos populares, como os pernambucanos Silvério Pessoa, Angaatãnàmú, Mestre Ambrósio e Velho Maza, os paulistas Instituto, DJ Dolores, Bambas Dois (de BiD) e DJ Marky, e o cearense Di Freitas. Apresentou-se e ministrou oficinas em vários países da Europa, América do Norte e Japão. Compôs trilhas sonoras para os espetáculos AnimaAção (Cia. Cênica Nau de Ícaros), Artéria (Cia. Nova Dança) e Árvore do esquecimento (Balé da Cidade de São Paulo). Foi produtor musical dos CDs Nação ameaçada (Afetos), Zunido da mata (Renata Rosa), Com vida (Elefante Groove), O circo do Rocha e Zabumba moderno (Eder “O” Rocha), Vento das águas (Estuário) e Na zona (Trinca Ferro Trio). Atualmente, além de seus projetos solo Eder Baque (maracatu), Live PE (DJ drummer) e “O” Trio, Rocha trabalha com os grupos e artistas Piquete Teimoso (Brasil, Colômbia), Ponto BR (MA, PE, AL, SP), Sebastião Bianô e seu Terno Esquenta Muié (SE, SP), os pernambucanos Terno Quente e Dounuoutro & Nunquerotroco, e os paulistas Beto Montag e Psycoletivo, Mutrib e Jorge Garcia Cia. de Dança (SP). Lançou o disco solo O circo do Rocha (2003). Em 2005, publicou o método de zabumba Zabumba moderno e montou sua escola Prego Batido, onde atua até hoje."

"Resultante da mistura da matriz negra africana com os sons indígenas, as harmonias europeias e a influência incisiva da cultura norte-americana, a música do Brasil reflexe essa miscigenação na diversidade rítmica, melódica e lírica dos sons que brotam em todos os cantos do país.
Editado pelo Sesc de São Paulo, o livro Uma árvore da música brasileira historia e explica as múltiplas ramificações dos sons produzidos em solo nacional a partir de 23 artigos apresentados com a organização do músico e produtor Guga Stroeter e da pesquisadora Elisa Mori.
Cada gênero da música do Brasil é apresentado sob a perspectiva de um artista ou pesquisador associado a esse gênero específico. Com diferentes alcances sociológicos e/ou musicais, os textos possuem valor oscilante, mas, no conjunto da obra, formam um todo interessante por fugir da abordagem acadêmica ao explicar cada estilo sob a ótica de quem faz parte da cadeia produtiva da música.
O texto do rapper paulistano Xis, por exemplo, sobressai no livro por mostrar como a cultura do hip hop molda a personalidade musical de jovens da periferia, permitindo ascensão social vinda após muita luta. O produtor e músico Alexandre Kassin também brilha ao expor com fluência a evolução da música eletrônica, mais antiga do que se supõe.
Se Paulo Catagna opta pelo didatismo formal ao discorrer (longamente) sobre a modinha e o lundu, gêneros seminais dos séculos XVIII e XIX, o ás do bandolim Izaias Bueno de Almeida explica o choro em texto breve, sucinto e certeiro. Compositor e escritor, o bamba Nei Lopes dá a habitual aula sobre o samba, montando bom painel evolutivo do gênero.
Já o baterista Luiz Franco Thomaz – o Netinho, músico do grupo Os Incríveis – peca por enfatizar mais a própria trajetória no texto em que contextualiza (mal) a explosão pop da Jovem Guarda de 1965 a 1967. Suzana Salles também parte da experiência pessoal – no caso, como jurada de festival de marchinhas – para escrever sobre o gênero carnavalesco sem a preocupação de oferecer precisa abordagem histórica da música de Carnaval.
Paulo Freire se destaca ao alinhar diferenças entre música caipira e sertaneja sem pré-conceitos, valorizando tanto os trabalhos dos pioneiros tradicionais quanto os artistas do sertanejo mais urbano, caso de Chitãozinho & Xororó, dupla exaltada por Freire.
A partir de entrevista com Oswaldinho do Acordeom, a historiadora Liliane Braga consegue fazer boa introdução ao universo do forró, termo que abarca diversos gêneros da música do nordeste do Brasil. Aliás, Liliane Braga é a única com dois textos no livro, apresentando também crônica afetuosa sobre Milton Nascimento e o Clube da Esquina. Já O pianista, compositor e arranjador Nelson Ayres discorre muito bem sobre a música instrumental, em texto tão fluente quanto elucidativo.
Se o compositor Caetano Zamma romanceia a gênese da bossa nova, o músico Marco Mattoli explica com propriedade o balanço do samba-rock, subgênero do samba. Júlio Medaglia fala com maestria sobre a Tropicália.
Mas nenhum artigo sintetiza tão bem a pluralidade dos sons nacionais como o (longo e excelente) texto do cantor e compositor Chico César sobre a música produzida no Brasil no fim do século XX. O artista mapeia a geografia ampla de uma música que se alimenta entre os gêneros e se renova constantemente pela própria natureza mestiça e gregária.
Em cena desde os anos 1990, o próprio artista paraibano é fruto dessa árvore frondosa enraizada no solo do Brasil e exposta nos textos que compõem livro indicado para quem se interessar em sair do próprio nicho para entender a pluralidade do som brasileiro." Mauro Ferreira (g1.globo.com, 21.10.2020)