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Memórias chorando

Paulinho da Viola
Discos: Choro

Available now

18,49 € c/ imposto

Ficha técnica Discos

Selo EMI
Estilo Choro
Original Ano Edição 1976
Instrumental
Observações instrumental

Mais informações

Comentario:

Para quién no lo conozca, hay que destacar que PAULINHO DA VIOLA personifica la serenidad, la elegancia, la sensibilidad y la pureza en la música brasileña.

Yá en su primer disco de 1968, demostró reunir calidad poética y rítmica, y con el paso de los años ha aportado al samba tradicional nuevos timbres y temáticas a sus letras (denuncia social y política).

Intérprete de elegancia incomparable, PAULINHO (el Principe del Samba) es, sin duda, uno de los grandes poetas del samba y un símbolo -en lo musical y en lo social- del encuentro de las zonas Norte (pobre) y Sur (rica) cariocas.

"Muita gente ainda imagina que Paulinho da Viola (Paulo César Baptista Faria, 34 anos, 14 de vida musical em termos profissionais) seja um sambista, de origens dos morros cariocas, tal a sua intimidade, o seu lado e sua sensibilidade que o aproxima ao maior, para nós, de todos os espectadores populares do Rio de Janeiro e o divino Cartola (Angenor de Oliveira, 68 anos, dois elepês gravados (Marcus Pereira). Mas, Paulinho nasceu e cresceu dentro de uma família de classe média, bastante longe do morro, filho de um violinista, César Faria (Benedicto César Ramos de Faria, 64 anos), que durante mais de 30 anos trabalhou em rádios do Rio, principalmente com aquele que até hoje é lembrado como o maior executante do instrumento que ficou como seu sobrenome, Jacob do Bandolim (Jacob Pick Bitencourt, 1919-1969) e que até hoje era o grupo por ele criado, o Época de Ouro. Pois foi ouvindo as reuniões chorões, na casa de seu pai ou na casa de Jacob do Bandolim, em Jacarepaguá, que Paulinho se entusiasmou pela MPB - e antes de sua descoberta do samba, do qual viria a se chamar um dos maiores compositores intérpretes, Paulinho aprendeu a chamar a este gênero tão brasileiro, tão fascinante e criativo, mas que só nos últimos 4 anos é que passou a ser devidamente revalorizado. Para um homem, como Paulinho, e quem cada elepê é um monumento do bom gosto, de inteligência e de requinte artesanal - haja vista que praticamente toda sua fonografia, ano a ano, está sempre presente ao que de melhor é editado, produzir um disco exclusivamente de choro era, sem dúvida, algo sonhado há muito tempo, como ele confessa: "Não me sentia, como agora, suficientemente preparado pra fazê-lo e mesmo depois da emoção que ele me provocou quando remixado, acho que vou precisar ainda de algum tempo de pesquisa, vivência e preparo técnico para dominar completamente como instrumento do choro, o violão e o cavaquinho". (...)

"Chorando" é um elepê de amor, de respeito e de homenagem ao que poderia haver de melhor na música brasileira que Paulinho pessoa humana tão admirável como criador, tanto sabe admirar. E que o fez, dedicando-o ao seu pai, César Faria, principal solista de violão, e dividido com seus talentosos e fiéis amigos Cristóvão (da Silva) Bastos (Filho), ao piano (emocionante os seus solos em "Chorando" de Ary Barroso e "Inesquecível", do próprio Paulinho), seu irmão Chiquinho (Francisco Xavier Baptista de Faria, bandolim), Copinha (Nicolino Coppia, 67 anos, (flauta), Dininho (Horondino Reis da Silva, baixo elétrico), Jorge (irmão de Dino, pandeirista), baterista Mr. Chaplim (Wilson dos Santos), Pai João (Hércules Pereira Nunes). Paulinho, que sempre produz seus discos, passou vários meses estudando o repertório e conseguindo uma síntese perfeita: de Pixinguinha (Alfredo da Rocha Viana Filho, 1898-1973), são "Cinco Companheiros", "Cuidado Colega" (parceria com Benedito Lacerda), "Cochichando" e "Segura Ele" (parceria com Benedito Lacerda). Para um admirável - mas ainda desconhecido - compositor e instrumentista de Recife, o Canhoto da Paraíba (Francisco Soares de Araújo), Paulinho dedicou a faixa mais absorventemente comunicativa, "Rosinha, Essa Menina", cujo título também é uma referência a uma grande amiga, a violonista Rosinha de Valença. "Romanceando", é o choro de Paulinho em homenagem ao seu pai, enquanto que "Oração de Outono" é choro mais antigo, de 1972, na mesma época em que compôs, em parceria com Fernando Costa (do Terra Trio) o antológico "Choro Negro", "Beliscando", o único dos choros de Paulinho em três partes, "Choro de Memórias" e "Inesquecível" são os seus três outros choros. Mas a grande surpresa é a inclusão de um belíssimo choro de Ary Barroso (1903-1964), que poucas pessoas conhecem, embora tenha sido gravado pelo próprio autor, há 30 anos passados e o pianista Cristóvão executa tentando se aproximar do estilo usado por Ary em seu registro original. Qualquer faixa de "Memórias/Chorando" é antológica e faz com que se ouça este elepê quantas vezes for possível - descobrindo-se a cada nova audição um novo encanto. O capricho de Paulinho foi ao detalhado texto do encarte interno e a sentimental capa criada por Elifas Andreatto. Em suma, um álbum nota 10." Aramis Millarch, Estado do Paraná, 27.02.1977.

Themes

CD 1
01
Cinco companheiros
Alfredo da Rocha Vianna (Pixinguinha)
03:16
02
Chorando
Ary Barroso
04:15
03
Cuidado colega
Alfredo da Rocha Vianna (Pixinguinha) - Benedito Lacerda
02:55
04
Romanceando
Paulinho da Viola
04:37
05
Cochichando
Alfredo da Rocha Vianna (Pixinguinha) - Braguinha (João de Barro)
03:36
06
Rosinha, essa menina
Paulinho da Viola
02:47
07
Oração de outono
Paulinho da Viola
03:55
08
Beliscando
Paulinho da Viola
03:05
09
Segura ele
Alfredo da Rocha Vianna (Pixinguinha) - Benedicto Lacerda
02:02
10
Choro de memórias
Paulinho da Viola
02:12
11
Inesquecível
Paulinho da Viola
Cristóvão Bastos
04:10