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Canta suas canções em Hi-Fi (60) + Mario Reis (71) (2 em 1)

Mário Reis
Discos: MPB / Samba

Disponible

16,62 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello EMI
Estilo MPB / Samba
Año de Edición Original 1993

Más

Edición especial, de 1993, que incluye en un solo CD los 2 LPs originales del gran cantante Mário Reis (Mário da Silveira Meirelles Reis) (Rio de Janeiro, RJ, 1907 - 1981):

- "Canta suas criações em hi-fi" (1960) (temas 1 a 12): con orquesta, con arreglos y dirección de Lindolfo Gaya.

- "Mário Reis" (1971) (temas 13 a 23): con orquesta, con arreglos y dirección de Lindolfo Gaya.

El CD incluye también el tema inédito "Bolsa de amores" (tema 24), compuesto por Chico Buarque, que no llegó a ser editado en el LP de 1971 porque fue censurado.

"(...) Em 1960, Aloysio de Oliveira o convidou a gravar pela Odeon o LP “Mário Reis canta suas criações em hi-fi”. Neste, que foi seu primeiro LP, e que teve arranjos de Lindolfo Gaya, gravou uma parceria de Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, “O grande amor”, que seria recriada poucos anos depois por João Gilberto no disco Getz/Gilberto. Gravou ainda o samba-canção “Isso eu não faço não”, com música e letra de Antônio Carlos Jobim.
(...) Em 1971, a Odeon lançou o LP “Mário Reis”, onde o intérprete recriou antigos sucessos de seu repertório e apresentou composições mais recentes como “A Banda”, de Chico Buarque. Além desta marcha, a pedido dele, Chico Buarque entrava no disco com uma outra composição, o samba inédito “Bolsa de amores”, mas que foi censurado. O samba permanece ainda pouco conhecido e a letra remete a antigos sambas de Noel Rosa e Sinhô ou, como prefere o pesquisador e biógrafo Luís Antonio Giron, lembra sambas da “Turma do Estácio ” que se referiam ao ar desdenhoso das mulheres. A comparação entre a “moça fria e ordinária” com o mercado de ações na época em que se vivia o “Milagre Brasileiro” fez com que o samba fosse taxado de ofensivo à imagem da mulher brasileira. Incomodado com a censura ao samba o cantor insistiu para que a faixa fosse mantida no disco, ainda que sem o som da gravação, numa clara atitude de protesto. O disco foi lançado num show no Golden Room do Copacabana Palace em três apresentações com casa lotada, tendo sido aplaudido de pé por mais de dez minutos. Foi uma de suas últimas aparições públicas." (Dicionário Cravo Albin da MPB)

"Nascido em uma família carioca abastada, Mário Reis começou a ter aulas de violão na mesma época em que ingressou na faculdade de Direito, por volta de 1926. O professor era Sinhô, conhecido como Rei da Samba, que, impressionado com o aluno, resolveu levá-lo para uma gravadora. Mário Reis inaugurou em estilo de cantar diferente do que havia no Brasil até então. Ao contrário dos vozeirões do rádio, cantava coloquial, com outro timbre e uma divisão rítmica mais ágil, dando uma interpretação diferente às canções. Seus primeiros sucessos foram gravações de músicas de Sinhô, como "Que Vale a Nota sem o Carinho da Mulher" "Jura" e "Gosto que Me Enrosco", essas duas últimas do compacto que foi seu primeiro grande êxito. Foi colega de Ary Barroso na Escola de Direito, e foi o primeiro intérprete a gravar uma música do então desconhecido pianista e compositor: o samba "Vou à Penha", em 1929. No ano seguinte começou a gravar uma série de discos em dupla com o vozeirão de Francisco Alves, fórmula que mostrou-se extremamente bem-sucedida, e imitada, entre outras, pela dupla Jonjoca e Castro Barbosa. Na década de 30 firmou-se como um dos maiores intérpretes de Noel Rosa, que também foi seu parceiro. Entre essas gravações estão a de "Filosofia" (Noel/ André Filho) e "Meu Barracão". Gravou, em 1933, dois grandes sucessos de Lamartine Babo, "Linda Morena" e "A Tua Vida É um Segredo", e no ano seguinte "Alô Alô" (André Filho) em dueto com Carmen Miranda. Outro grande êxito foi com "Agora É Cinza", de Bide e Marçal, que nos anos 80 voltaria a ser sucesso com Mestre Marçal, filho do compositor. Consagrado como um dos maiores cantores da era do rádio, afastou-se do meio artístico nos anos 40, voltando a gravar esporadicamente nas décadas de 50 e 60 e ainda em 1971, regravando grandes sucessos.
Sendo essencialmente cantor, chegou também a assinar raramente algumas das composições que gravou, como no caso de “Quem ama não esquece”. Ele também compôs com o pseudônimo de “Zé Carioca” com o qual assinou o samba “Nosso Futuro”, por ele mesmo gravado em 1932." (cliquemusic.com.br)

Temas

CD 1
01
Palavra doce
Mario Travassos de Araújo
02
Vamos deixar de intimidade
Ary Barroso
03
O que vale a nota sem o carinho da mulher
José Barbosa da Silva (Sinhô)
04
Yáyá boneca
Ary Barroso
05
Mulato bamba
Noel Rosa
06
Rasguei a minha fantasia
Lamartine Babo
07
Isso eu não faço, não
Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim)
08
Deus nos livre do castigo das mulheres
José Barbosa da Silva (Sinhô)
09
Linda Mimi
João Bosco
10
A tua vida é um segredo
Lamartine Babo
11
Vai-te embora
Francisco Mattoso - Nonô
12
O grande amor
Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim) - Vinicius de Moraes
13
Cansei
José Barbosa da Silva (Sinhô)
14
Amar a uma só mulher
José Barbosa da Silva (Sinhô)
15
Moreninha da praia
Braguinha (João de Barro)
16
Fui louco
Noel Rosa - Alcebíades Maia Barcelos (Bide)
17
Nem é bom falar
Francisco Alves - Ismael Silva - Nilton Bastos
18
Voltei a cantar
Lamartine Babo
19
A banda
Francisco Buarque de Hollanda (Chico Buarque)
20
Rasguei a minha fantasia
Lamartine Babo
21
Filosofia
Noel Rosa - André Filho
22
Gosto que me enrosco
José Barbosa da Silva (Sinhô)
23
Se você jurar
Francisco Alves - Ismael Silva - Nilton Bastos
24
Bolsa de amores (bonus)
Francisco Buarque de Hollanda (Chico Buarque)