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Canecão apresenta Maysa

Maysa
Discos: MPB

Disponible

14,95 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Copacabana / EMI
Estilo MPB
Año de Edición Original 1969

Más

Maysa (voz)

Orquesta con arreglos y dirección de Paulo Moura.

Apesar del título, fue grabado "ao vivo" en la cerveceria Urso Branco, en la ciudad de São Paulo, una vez terminada la temporada en el Canecão de Rio de Janeiro.

Reedición de 2002, del disco lanzado originalmente en 1969 por el sello Copacabana.

"Na cervejaria Canecão no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro após o barulho caótico de gargalhadas, risos, conversas e cadeiras o silêncio agora era sepulcral. Com as luzes apagadas, a platéia de aproximadamente 2.000 mil pessoas assiste fascinada as imagens no telão do palco. As primeiras imagens da projeção mostravam uma Maysa gorda, vestida a rigor que caminhava pela rua deserta a noite, com cara amarrada em direção ao mar. Na cena seguinte, via-se um incrível contraste. Era manhã e fazia Sol, uma outra Maysa, magra e de roupa despojada, aparecia sorrindo na praia. Ao fundo ouve-se a voz do poeta Manuel Bandeira declamando os famosos versos do eterno poema dedicado á ela.
Ao final da projeção o escuro novamente toma conta e um refletor acompanha a entrada da cantora e no fundo do palco vai surgindo a figura de Maysa, belíssima, ela entrava em cena com uma túnica marroquina bordada a ouro em tons de azul e rosa. Cantando a inesquecível Demais “Todos acham que eu falo demais e que ando bebendo demais.” Era o já famoso pot-pourri mesclando Demais, Meu Mundo Caiu e Preciso Aprender a Ser Só. Após o primeiro número, viria a primeira de uma noite de surpresas (...)
O espetáculo era realmente uma super produção, digna dos mais glamourosos musicais da Broadway. O Canecão fora toda reestruturado para o show, quando foram instalados projetores de cinema e sistemas de som e luz avançadíssimos para a época. Todo dirigido e coreografado por Nino Giovanetti, com produção musical de Paulo Moura e um total de 30 pessoas em cena, entre músicos e bailarinos. Maysa trocava de roupa cinco vezes, com um figurino refinado e impecável. Ousada e inovadora, naquele momento era dificílimo definir o verdadeiro estilo de Maysa, quebrando todos os rótulos lhe impostos, ela agora aos 33 anos, demonstrava uma jovialidade e alegria que não se via aos 23. Realmente, sua jovialidade viera com o tempo. Agradecendo a platéia, distribuindo sorrisos ao público, parecia um renascimento de uma nova Maysa, de um novo modo de cantar e viver, o público amou, a mídia também (...)
Ali, Maysa inaugurava um novo capítulo na história da música brasileira ao quebrar um velho tabu. Ponha em xeque o preconceito de que bons artistas não podiam se apresentar em casas populares para grandes platéias (...) Depois daquela sua temporada no Canecão, que duraria em torno de um mês com aproximadamente 30 shows, atraindo uma média de mil pessoas por noite, isso se tornara moda, algo antes inimaginável (...)
O próximo passo após a temporada carioca no Canecão era levar o show a São Paulo, no Urso Branco, a cervejaria de Aloysio de Oliveira. Inclusive, lá a despeito do título seria gravado um dos mais famosos álbuns de sua carreira: Canecão Apresenta Maysa. O melhor registro audiovisual do celebrado show. Tanto sucesso não era esperado. Entre as fórmulas, a união de grandes sucessos da carreira, ás surpresas do repertório e a ousadia da Maysa dançante de pernas de fora, foram umas das causas apontadas para o retumbante sucesso do espetáculo. O show causou um furor incrível que monopolizou as atenções da mídia e do público para Maysa em 1969. comparecer ao show do Canecão tornou-se roteiro obrigatório na cidade durante aquela época, a temporada é lembrada até hoje como uma das mais antológicas da mítica casa de shows. O espetáculo entrou para a memória daquela geração e dos fãs de Maysa naquele ano de 1969, no auge de sua carreira. Uma Maysa ousada, inovadora, alegre e muito mais Maysa. Um episódio para recordar." Vitor Berriel (Blog Maysa)

Temas

CD 1
01
Pot-pourri: Demais / Meu mundo caiu / Preciso aprender a ser só
Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim) - Aloysio de Oliveira / Maysa Matarazzo (Maysa) / Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle
02
Pra quem não quiser ouvir meu canto
Cesar Roldão Vieira
03
Por causa de você / Dindi
Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim) - Dolores Duran / Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim) - Aloysio de Oliveira
04
Se você pensa
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
05
Ne me quitte pas
Jacques Brel
06
Light my fire
Morrison - Manzarek - Krieger - Densmore
03:12
07
Chão de estrelas
Orestes Barbosa - Silvio Caldas
03:30
08
Pot-Pourri:
04:20
09
Eu e a brisa
Johnny Alf
02:48
10
Dia de vitória
Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle
03:15
11
Dia das rosas
Luiz Bonfá - Maria Helena Toledo
02:43
12
Se todos fossem iguais à você
Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim) - Vinicius de Moraes
03:43