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Águia não come mosca

Azymuth
Discos: Jazz fusión

Disponible

16,62 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Far Out
Estilo Jazz fusión
Año de Edición Original 1977
Instrumental

Más

Azymuth: José Roberto Bertrami (teclados, coros), Alex Malheiros (bajo, guitarra eléctrica, voz), Ivan Conti (batería, percusión, coros)

Participación especial de: Paulo Moura (saxo soprano), Ariovaldo, Nemen, Doutor y Jorginho (percusión), Angela, Marcio Lott y Paraná (coros).

Edición europea (Reino Unido) de 2019, en formato Digipack, del disco lanzado originalmente en Brasil en 1977 por el sello Atlantic. Con portada, contraportada y ficha técnica originales.

"Un álbum de la época dorada del jazz-funk-fusión brasileño de la legendaria banda Azymuth.
Los ricos matices del piano Rhodes, los sintetizadores envolventes y las guitarras de fusión de Malheiros y Bertrami se combinan con los inconfundibles ritmos de batería de Ivan "Mamão" Conti para crear el sonido característico de Azymuth.
El álbum transita desde relajadas atmósferas 'soulful' hasta una intensa fusión de disco-jazz, pasando por el samba-funk y el 'synth-boogie', para culminar con una potente batucada a 160 bpm."

"Esse é o segundo disco da banda brasileira de jazz fusion, lançado em 1977, no auge desse gênero, com grandes nomes lançando discos excepcionais por toda a década de 70 e início da década de 80. Os rótulos se multiplicavam na mídia especializada, assim como as críticas favoráveis e desfavoráveis. Os brasileiros não só estavam inseridos nesse cenário, como também já eram muito respeitados pela habilidade harmônica, pela inventividade e pelo exímio domínio da linguagem instrumental.
Enquanto parte da crítica internacional torcia o nariz para as misturas, nomes como Azymuth, Oregon, Egberto Gismonti, Wayne Shorter, Raul de Souza, Airto Moreira, Gato Barbieri, Caldera, Shakti, entre outros, misturavam o jazz com culturas diversas e se alinhavam a outros que misturavam o jazz com o rock, o funk, o sol e o blues, tais como Weather Report, Stanley Clarke, Larry Coryell, James Blood Ulmer, Mahavishnu Orchestra, L.A. Express, Passaport, Pat Martino, Chick Corea, e vários outros, lançavam uma obra prima atrás da outra, independente do que os puristas pensavam, ou pensam, tanto faz.
Ouvir “Águia não Come Mosca” não é voltar no tempo, nem muito menos destilar um saudosismo inoportuno de como a década de 70 era mágica, mas sim, confirmar o fôlego criativo de uma banda que está na ativa até hoje. Falo de excelência, não falo de caretice burocrática e cerebral de um Wynton Marsalis desses, saído de uma escola quartel qualquer, movido a purismo flatulento e mecanicismo instrumental, que resulta em uma máquina de reproduzir escalas em alta velocidade. Falo de manha, falo de suingue, falo de criatividade com virtuosismo pleno.
O trio José Roberto Bertrami, Alex Malheiros e Ivan Conti, respectivamente: teclados, baixo e bateria, antes de formarem a banda Azymuth, já tinha em seu currículo uma série de participações em discos de artistas importantes do cenário da música brasileira. Nesse sentido vale a pena conferir a sonoridade espetacular de discos como “Eu quero é botar o meu bloco na rua”, de Sérgio Sampaio, e “Alucinação”, de Belchior. Os timbres de piano fender com chorus, baixo fretless e bateria encorpada, mais para o rock do que para o jazz, fizeram a ambiência de muitas viagens sonoras.
Eu sempre achei o som dessa banda muito especial, com capacidade total de hipnotizar qualquer um, com força suficiente para chapar. Assim que comprei o LP, passei a pancada sonora para uma fita cassete cromo, tdk, e fomos ouvir subindo a serra, em busca do Serrano, um clube campestre aqui do Crato, no famoso Corcel I, marrom, do meu amigo Boris. Desde esse dia célebre, foram inúmeras viagens e mais viagens na companhia de Azymuth, de Boris, de Etym e de Cândido Filho. Em pleno 1977.
A primeira faixa é uma singela melodia, viajandona que só: Vôo sobre o horizonte, depois disso, até à faixa 10, é puro suingue brasileiro, misturando samba, bossa, afro, jazz, funk e mpb. Essa é uma das cozinhas mais perfeitas do instrumental brasileiro, uma mistura de pegada visceral e sutileza, com muita síncope e explorações de tempos fracos e contratempos, em texturas rítmicas embriagantes. Destaques para “Águia não come mosca”, “Tarde”, “Despertar”, “Tamborim, cuíca, ganzá, berimbau”, “A presa” e “A caça”. A sonoridade da banda nessa produção lembra os timbres de teclados de Herbie Hancock e The Jeff Lorber Fusion, com levadas funk.
A mistura de samba fica por conta da adição de Ariovaldo, Nenem, Doutor e Jorginho, na percussão brasileira, que tem o seu apogeu na última faixa: “Águia negra x Dragão negro”, com a adição de uma torcida vibrando em plena vibração no Maracanã. A gravação analógica deixa essa obra prima com uma sonoridade única e intransferível." Marcos Vinícius Leonel

Temas

CD 1
01
Voo sobre o horizonte
José Roberto Bertrami - Paraná
03:40
02
Águia não come mosca
José Roberto Bertrami
03:27
03
Despertar
José Roberto Bertrami - Alex Malheiros
04:55
04
Tarde
Milton Nascimento - Márcio Borges
05:26
05
Circo Marimbondo
Milton Nascimento - Ronaldo Bastos
02:26
06
Tamborim, cuíca, ganzá, berimbau
José Roberto Bertrami - Alex Malheiros
05:01
07
A presa
José Roberto Bertrami
03:43
08
A caça
José Roberto Bertrami - Alex Malheiros
03:01
09
Falcon love call (Armazem nº 2)
José Roberto Bertrami
03:51
10
Águia negra x Dragão negro
Mamão
02:28