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Letícia Coura canta Boris Vian

Letícia Coura
Discos: MPB / Internacional

Disponible

16,62 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Dabliú
Estilo MPB / Internacional
Año de Edición Original 2002

Más

Letícia Coura (voz)

Marcelo "Beba" Zanettini (piano, arreglos), Vitor da Trindade (percusión), Filipe Trielli, Adriana Capparelli, Andréa Lucato, Verônica Tamaoki, Plínio Campos y Beatriz Azevedo (coros).

Segundo álbum de la cantante, compositora y actriz (de la compañía Teatro Oficina). Nacida en Belo Horizonte (Minas Gerais), residente en la ciudad de São Paulo desde 1991, en el que canta versiones en portugués (excepto "Je bois", cantado en francés) de canciones del escritor, poeta y compositor francés Boris Vian (1920 - 1959). Duración aproximada: 27'

"Não é só por apresentar ao público brasileiro as canções do compositor e poeta francês Boris Vian (1920-1959), que Letícia Coura merece aplausos. Valendo-se de sua experiência como atriz, a cantora mineira encontrou o ponto certo para traduzir a visão satírica e sofisticada do autor, que convivia em seu círculo de amizades com intelectuais do quilate de Jean-Paul Sartre e Jean Cocteau. Essa sintonia fina com a mordacidade e o sarcasmo de Vian é evidente nas oito versões que Letícia escreveu para o disco. Sem abrir mão do sabor original, Letícia conseguiu temperar as canções com referências atuais e locais, que as tornam mais deliciosas ainda. Um bom exemplo está na hilariante Balada Triste do Progresso (de Vian e Alain Goraguer), que abre o disco com um ácido retrato do casamento ("ah, benzinho, me dá um beijinho e eu te darei / uma geladeira, uma batedeira / uma nhoqueira e um aparelho de fondue / uma cafeteira, uma assadeira / uma frigideira e um disco do Cauby").
Os arranjos para piano de Beba Zanettini criam a moldura apropriada, em estilo de cabaré, para as interpretações de Letícia. Ela capta com muito humor a ironia de Sou Esnobe (parceria de Vian e Jimmy Walter), que não poderia soar mais contemporânea ("nem preciso mais ser chic / o que me importa é ser vip / e quando saio na IstoÉ Gente / não há quem me agüente"). Provoca risos com a nova versão de Bate em Mim, já gravada em seu disco de estréia, que trata com sarcasmo a mesma temática do atual (e paupérrimo) pseudo-funk Tapinha. "Bate em mim, Johnny, Johnny, Johnny / me manda pro céu, zum! / bate em mim, Johnny, Johnny, Johnny / eu gosto assim, quando faz bum!"), debocha a letra.
Não faltou também uma sátira demolidora da violência policial, expressa em Os Açougueiros Felizes (outra de Vian e Walter), que Letícia fez questão de contextualizar ("Esse é o tango da Polícia Militar / grande orgulho do povo brasileiro / esse é o tango da violência salutar / esse é o tango-homenagem ao coveiro"). Outra boa sacada é Ah, Se Eu Tivesse Um Real... (de Vian e Schonbergher), a faixa final, tratada como uma festiva marchinha carnavalesca, que traz no coro as vozes das cantoras Beatriz Azevedo e Adriana Capparelli, entre outras. O único defeito do CD Letícia Coura Canta Boris Vian é a sua curtíssima duração: apenas 28 minutos de humor e escracho, que deixam o ouvinte querendo mais." Carlos Calado

Temas

CD 1
01
Balada triste do progresso (As artes domésticas)
Boris Vian - Alain Goraguer (versión: Letícia Coura)
02
Sou esnobe
Boris Vian - Jimmy Walter (versión: Letícia Coura)
03
Musique mécanique
Boris Vian - André Popp (versión: Letícia Coura)
04
Je bois
Boris Vian - Alain Goraguer
05
Moi, mon Paris
Boris Vian - Jimmy Walter (versión: Letícia Coura)
06
Bate em mim
Boris Vian - Alain Goraguer (versión: Letícia Coura - Beatriz Azevedo)
07
Os açougueiros felizes
Boris Vian - Jimmy Walter (versión: Letícia Coura)
08
O pequeno comércio
Boris Vian - Alain Goraguer (versión: Letícia Coura)
09
Ah, se eu tivesse um real!
Boris Vian - J.Schonberger (versión: Letícia Coura)