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O violão brasileiro tocado pelo avesso

Canhoto da Paraíba
Discos: Choro

Disponible

16,62 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Marcus Pereira
Estilo Choro
Año de Edición Original 1977
Instrumental

Más

Canhoto da Paraíba (guitarra acústica)

Cesar Faria (Benedicto Cesar Ramos de Faria) (guitarra acústica), Jonas Pereira da Silva (cavaquinho), Hércules Pereira Nunes (percusión), Jorginho do Pandeiro (Jorge José da Silva) (pandeiro).

Primera edición en CD, de 1994, del disco lanzado originalmente en 1977 por el sello Marcus Pereira. Remasterizado. Con portada, contraportada y ficha técnica originales.

"Francisco Soares de Araújo (Princesa Isabel, Paraíba, 1929 - Paulista, Pernambuco, 2008) cresceu em uma família de músicos, ganhou um violão do pai e aprendeu a tocar por conta própria, em festas, saraus e feiras. Em 1953 assinou um contrato com uma rádio da Paraíba. Formou um conjunto regional, e tocou ao lado de Luperce Miranda e Rossini Ferreira. Foi para o Rio de Janeiro em 1959, onde seu virtuosismo despertou a atenção de Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Radamés Gnattali e Paulinho da Viola. Em 1977 a gravadora Marcus Pereira lançou este seu primeiro disco, incluindo composições de sua autoria."

"Ninguém questiona a genialidade de Francisco Soares de Araújo, o violonista conhecido como Chico Soares ou, mais frequentemente, como Canhoto da Paraíba, nome artístico que alude ao fato de o compositor e músico ter nascido no sertão de Princesa Isabel (PB), município do interior da Paraíba, em família musical (o avô tocava clarinete e o pai, violão).
Já a data de nascimento do artista sempre foi motivo de discussão. Tudo indica que foi em um dia 19 de março. Mas o ano é motivo de controvérsias. Há quem aponte que Francisco veio ao mundo em 1926, há quem sustente que ele teria nascido em 1927 e há quem crave que o ano correto é 1928. Há ainda uma quarta versão (talvez a mais crível) de que o próprio Canhoto teria dito que a data certa é 19 de março de 1929.
O fato é que o violonista morreu em 24 de abril de 2008, em Paulista (PE), município de Pernambuco. Como não se pode afirmar com precisão a data de nascimento do artista, o centenário de Canhoto da Paraíba se torna indefinido, impreciso. Várias fontes cravam que Canhoto é de 1926 e, portanto, 2026 seria o ano do centenário do artista.
Contudo, paira a dúvida. O que dificulta as merecidas homenagens a esse violonista cujo toque invertido impressionou ases como Jacob do Bandolim (1918 – 1969), Radamés Gnattali (1906 – 1988) e Paulinho da Viola, sambista chorão que compôs música em tributo a Canhoto, “Abraçando Chico Soares”, choro apresentado pelo bamba carioca em álbum de 1971.
Francisco era canhoto, mas não inverteu as cordas do violão para poder tocar o instrumento. Ele virava era o próprio violão. Como compositor, Canhoto da Paraíba deixou obra autoral diferenciada pelo toque nordestino que imprimiu em choros e valsas.
O violonista morreu em 2008, mas a rigor saiu de cena dez anos antes, impedido de tocar por conta de AVC sofrido em 1998. Foi o acorde final de trajetória profissional iniciada em 1952, inicialmente em João Pessoa (PB) e, mais tarde, no Recife (PE).
Foi na capital de Pernambuco que o violonista autodidata mais exerceu o ofício que somente lhe daria certa projeção nacional em 1977, ano em que o admirador Paulinho da Viola produziu um álbum referencial do músico, “Canhoto da Paraíba – O violão brasileiro tocado pelo avesso”.
O disco simbolizou capítulo decisivo em história protagonizada por Canhoto da Paraíba como excepcional violonista de toque invertido e como notável compositor de choros feitos para o violão. Por isso, por mais que seja incerto o ano do centenário do artista, é preciso louvar o legado de Canhoto da Paraíba." Mauro Ferreira (g1.globo.com, 02.01.2026)

Temas

CD 1
01
Tua imagem
Canhoto da Paraíba
02:11
02
Amigo Sena
Canhoto da Paraíba
02:42
03
Corrinha
Canhoto da Paraíba
03:20
04
Com mais de mil
Canhoto da Paraíba
02:23
05
Lembrança que ficou
Canhoto da Paraíba
02:54
06
Subindo ao céu
Aristides Borges
03:56
07
Visitando o Recife
Canhoto da Paraiba
02:12
08
Todo cuidado é pouco
Canhoto da Paraiba
02:50
09
Revendo um amigo
Canhoto da Paraiba
02:17
10
Choro na madrugada
Canhoto da Paraiba
02:03
11
Valsa a tozinho
Canhoto da Paraiba
03:48
12
Pisando em brasas
Canhoto da Paraiba
03:16