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Samba é Aracy de Almeida

Aracy de Almeida
Discos: Samba

Disponible

18,49 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Elenco / Universal
Estilo Samba
Año de Edición Original 1966

Más

Aracy de Almeida (voz)

Conjunto de Roberto Menescal: Copinha (flauta), Laerte Gomes de Alcântara (clarinete, saxo alto, coros), Ugo Marotta (piano, órgano, coros, arreglos), Roberto Menescal (guitarra acústica, coros, arreglos), Sérgio Barrozo (contrabajo), Alpheo Barroso Neto (batería), Marçal (Nilton Delfino Marçal) (percusión), Aloysio de Oliveira (coros, producción).

Reedición de 2003 del disco lanzado originalmente en 1966 por el sello Elenco. Remasterizado, con portada, contraportada y ficha técnica originales. Duración aproximada: 25'.

"Palmeira do mangue não vive na areia de Copacabana, disse Noel. Será? Aqui está a eterna Aracy de Almeida, carioca do Encantado, o samba em pessoa, num contexto musical tão diferente de suas origens -acompanhada por nada menos que o conjunto de Roberto Menescal- e que ela, sem se trair numa única nota, veste como a sua própria pele. É um dos discos mais eufóricos de Aracy e uma prova de que não fazia distinção em samba, prontidão e outras bossas." Ruy Castro (texto de contraportada de la reedición)

"Em 1966, há 60 anos, enquanto a então nascente MPB já mostrava toda a potência na era dos festivais, Aracy de Almeida ainda estava a dois anos de se tornar a personagem folclórica de programas de calouros, como o “Programa Silvio Santos”, no qual encarnaria a jurada ranzinza e rigorosa que dizia o que pensava na cara dos que tentavam a sorte como cantor no programa dominical.
Contudo, Araci Telles de Almeida (19 de agosto de 1914 – 20 de junho de 1988) tampouco vivia o auge da carreira de cantora que estreara em disco em 1934 e que tinha sido aclamada na década de 1930 como a perfeita tradutora do cancioneiro de Noel Rosa (1910 – 1937), em primazia dividida com a cantora Marília Batista (1918 – 1990).
Só que Aracy de Almeida ainda era “o samba em pessoa”, como sentenciara título de álbum lançado pela artista em 1958, na visão de gente antenada como Aloysio de Oliveira (1914 – 1995), cantor e compositor que atuava como produtor musical da gravadora Elenco naquele anos 1960.
Aloysio levou Aracy para a Elenco e a fez lançar dois álbuns em 1966. Um deles, “Samba é Aracy de Almeida” (...)
Penúltimo álbum da discografia da artista, que somente lançaria outro álbum (o derradeiro) em 1988, “Samba é Aracy de Almeida” trouxe no repertório dois sambas do compositor Assis Valente (1911 – 1958) inéditos na voz da cantora, “Cansado de sambar” e “Mangueira” (parceria de Assis com Zequinha Reis), ambos lançados em 1935 pelo conjunto Bando da Lua, do qual fez parte Aloysio de Oliveira.
Outra novidade com Aracy era “Batucada surgiu” (1965), samba de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle – irmãos que viviam fase de grande popularidade como compositores na época – que havia sido lançado no ano anterior na voz do cantor Wilson Simonal (1938 – 2000).
No álbum “Samba é Aracy de Almeida”, a cantora também rebobinava sambas que tinha tido o privilégio de lançar em disco, casos de “Três apitos” (Noel Rosa, composto em 1933 e gravado originalmente em 1951), “Triste cuíca” (Noel Rosa e Hervê Cordovil, 1935), “Tenha pena de mim” (Hervê Cordovil, 1951) e “Sabotagem no morro” (Wilson Baptista e Haroldo Lobo, 1945) bem acompanhada com o toque da banda (...)" Mauro Ferreira (g1.globo.com, 07.04.2026)

Temas

CD 1
01
Triste cuíca
Noel Rosa - Hervé Cordovil
03:13
02
Cansado de sambar
Assis Valente
02:10
03
É mentira, oi
Ary Barroso
03:11
04
Sabotagem no morro
Wilson Batista - Haroldo Lobo
02:06
05
Batucada surgiu
Marcos Valle - Paulo Sérgio Valle
02:15
06
Mangueira
Assis Valente - Zequinha Reis
02:22
07
Tem pena de mim
Hervé Cordovil
02:11
08
Ora, ora
Almanyr Grego - Gomes Filho
02:04
09
Eu não sou manivela
Ary Barroso
02:34
10
Três apitos
Noel Rosa
02:43