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Juntos ao vivo

Nelson Coelho de Castro, Bebeto Alves, Totonho Villeroy & Gelson Oliveira
Discos: MPB

Disponible

20,38 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Som Livre
Estilo MPB
Año de Edición Original 1998
Concierto

Más

Nelson Coelho de Castro, Bebeto Alves, Antonio Villeroy (Totonho Villeroy) y Gelson Oliveira (voz, guitarra acústica)

Gastão Villeroy o Everson Vargas (bajo), Fernando do Ó (percusión).

Grabado "ao vivo" en el Teatro Renascença, en Porto Alegre (Rio Grande do Sul), en mayo de 1998.

Edición en CD, de 2007, del disco lanzado originalmente en 1998 por el sello RBS Discos.

Exitoso proyecto conjunto de cuatro grandes cantautores gaúchos: Bebeto Alves (Luís Alberto Nunes Alves] (Uruguaiana, Rio Grande do Sul, 1954 - Porto Alegre, 2022) (9º álbum), Nelson Coelho de Castro (Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 1954) (7º álbum de su discografía), Gelson Oliveira (Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 1955) (su 4º álbum) y Antonio Villeroy (José Antônio Franco Villeroy) (São Gabriel, Rio rande do Sul, 1961) (su 3º álbum).
El disco ganó el prestigioso Prêmio Açorianos de ese año y tuvo una segunda parte en el álbum "Juntos 2" (2002).

"Antonio Villeroy, Bebeto Alves, Gelson Oliveira e Nelson Coelho de Castro. Os quatro amigos, e expressivos nomes da música do Rio Grande do Sul, celebram em 2017 os 20 anos do projeto Juntos, parceria de sucesso que já rendeu dois discos e apresentações pelo Brasil, Argentina, Uruguai e diversos países da Europa.
O começo despretensioso surgiu a partir de um evento de final de ano no Auditório Araújo Vianna para o qual os quatro cantores e compositores haviam sido chamados, como lembra Antonio Villeroy. Durante uma reunião para acertar o que cada um apresentaria, surgiu a ideia de um espetáculo conjunto. “Naquele momento, a gente resolveu que faria a nossa versão Crosby, Stills, Nash & Young. E foi um sucesso, o Araújo Vianna estava lotado e já no ano seguinte fizemos um disco ao vivo no Teatro Renascença e então fomos convidados para tocar na Argentina, no Uruguai, e na Europa”, recorda o artista.
De lá para cá, o quarteto passou a abrir um espaço na agenda de suas carreiras individuais para, de tempos em tempos, se reencontrar e levar o Juntos adiante. Com cantautores de peso, o trabalho sempre exigiu a sintonia de processos e experiências que cada um já trazia consigo, mas o processo de unir seus universos e influências distintos para chegar ao resultado que ouvimos há duas décadas é natural, garantem eles. Boa parte dessa naturalidade vem justamente da amizade, como destaca Bebeto Alves. “Nós desenvolvemos, antes de qualquer coisa, uma amizade”, afirma, antes de enunciar que sem ela “seria impossível ficar juntos 20 anos”. Para ele, o projeto enriquece todos os integrantes, que, antes de se reunirem no Juntos, já se admiravam.
A existência desse respeito e estima é, segundo Gelson Oliveira, um dos pontos mais interessantes do projeto. “Antes de existir este espetáculo a gente já observava o trabalho uns dos outros, e como nós somos diferentes, a gente tem a fonte de criação diferente e fascinante, a gente curte um o trabalho do outro… E neste trabalho a gente tem oportunidade de estar junto com quem criou aquelas músicas que a gente curte”, comenta. Na visão do artista, o Juntos significa duas décadas de um exercício diário de visitar e entrar na obra de amigos. “E a gente fica admirado e contente de fazer isso, ao mesmo tempo que se impressiona com o universo desses caras”, completa.
Já para Nelson Coelho de Castro, a relação entre a amizade e o projeto aprimora a possibilidade de eles ainda conseguirem surpreender uns aos outros, mesmo após tanto tempo compartilhando os palcos. “A gente se reúne e forma uma amálgama”, define. Como resultado desta amálgama, para além de canções marcantes, há também um número: 162. Esta é a soma do tempo de carreira dos quatro artistas, de acordo com Villeroy. Se desmembrarmos esse cálculo, encontramos mais de 50 discos lançados e mais de mil músicas compostas, o que se reflete em muitos fãs e numa bonita história que não para de ser construída e já é repleta de momentos especiais.
Entre as recordações marcantes está a forma como foram recebidos em outros países, ora calorosa e com direito à ola e explosão de palmas, ora com um retorno mais contraído de um ouvinte em processo de entendimento. As viagens pelo mundo, aliás, mostram um pouco da dimensão do trabalho que eles realizam e exaltam como a música deles sempre foi capaz de ultrapassar fronteiras regionais. “Não infla muito o ego, mas nos garante que existia um trânsito para se caminhar e isso dava respaldo. É uma coisa muito bonita que eu guardo. Espero que a gente possa produzir outras saudades”, diz Nelson.
Apesar dos números e do renome, Villeroy salienta que não é simples medir o impacto do trabalho do quarteto, mas que, pelo retorno que recebem, é possível saber que eles, “de uma certa maneira”, servem como uma inspiração para muitos artistas e também espectadores. “As pessoas se referem a nós como exemplo e até com uma certa reverência por termos começado, cada um no seu tempo, a ladrilhar um caminho, da música, do mercado, de abrir o mercado… E também, mesmo com as idas e vindas, por sempre voltar a Porto Alegre e realimentar a cidade com cultura, com música, com reflexão, com humanismo”, explica, enquanto gesticula e é observado atentamente pelos amigos.
Analisando a importância da proposta iniciada em 1997, Bebeto avalia que ela induz a diversos pensamentos. “Eu li um comentário de uma pessoa na rede social num post do show que falou alguma coisa sobre nós sermos os caras que evitam o fim, que não veem o fim, que não querem o fim. Eu achei aquilo muito interessante porque a gente tem um tempo de trabalho bastante visível, que se reflete fisicamente, e a gente continua trabalhando, continua propondo, continua criando”, conta. Para ele, a linha do tempo que eles estão traçando, Juntos ou individualmente, serve para “mostrar que é possível”. “Mostra que a gente tá fazendo um trabalho que é atemporal, que a gente vai envelhecer mais ainda. Isso é um alento pras pessoas também, pra quem tá começando, pra quem tá no meio, pra quem tá vindo atrás, de que tudo é possível. A gente tem que viver, acho que esse é o grande barato”, completa (...)
Questionados sobre o que está por vir, eles são objetivos: seguir cantando, tocando e compondo, ladrilhando ainda mais caminhos. “Eu acho que e celebração de 20 anos está sendo muito prazerosa e estimulante também porque ao mesmo tempo em que a gente comemora o tempo transcorrido a gente planeja também uma coisa para o futuro como uma ideia do que a gente pode fazer ainda mais”, projeta Bebeto." Júlia Endress (Correio do Povo, 03.08.2017)

Temas

CD 1
01
Pedra da memória
Gelson Oliveira - Nelson Coelho de Castro - Antonio Villeroy - Bebeto Alves
02
Literatura brasileira
Gelson Oliveira
03
Janela do tempo
Antonio Villeroy
04
Depois da chuva (Après la pluie)
Bebeto Alves (Vers. Antonio Villeroy)
05
Vim vadiá
Nelson Coelho de Castro
06
Tempo ao tempo
Gelson Oliveira
07
Don Vicenzo loco
Antonio Villeroy - Gastão Villeroy
08
Verniz da madrugada
Nelson Coelho de Castro
09
Mais uma canção popular
Bebeto Alves - Fernando Corona
10
Salve-se quem souber
Gelson Oliveira - Sergio Rezende - Paul de Castro
11
Sinal dos tempos
Antonio Villeroy - Bebeto Alves
12
Armadilha
Nelson Coelho de Castro - Dedé Ribeiro
13
De um bando
Bebeto Alves
14
Pedra da memória
Gelson Oliveira - Nelson Coelho de Castro - Antonio Villeroy - Bebeto Alves