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90 anos do samba (Cada vez melhor)

Jamelão
Discos: Samba

Disponible

13,17 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Nocturne
Estilo Samba
Año de Edición Original 2003

Más

Jamelão (voz)

Edición francesa, de 2005, en formato Digipack, del disco originalmente lanzado en Brasil por el sello Obi Music en 2003 con el título "Cada vez melhor" y diferente portada. El libreto incluye las letras de las canciones en Portugués y una breve traducción, no literal, al Inglés de cada una de ellas.

En el año que cumplía su 90 aniversario, emotivo disco (que a la postre, sería el último) del formidable cantante carioca (Rio de Janeiro, 1913 - 2008) de ductil y potente voz, a pesar de su caracteíristica ronquera, que triunfó tanto como sambista, como en la intérpretación de sambas-emredo (no le gustaba la tradicional denominación de 'puxador') y como 'crooner' (no en vano es el intérprete por excelencia de los sammba-canção de Lupicínio Rodrigues). Justamente, está es la faceta que se ha querido resaltar en este trabajo para conmemorar también 50 años de su éxito como cantante de la Orquestra Tabajara.

"E que não venham com essa história de que o "samba agoniza mas não morre". Nada mais distante disso é a saúde que um veteraníssimo do partido alto carioca acaba de demonstrar. Jamelão retomara sua carreira individual em 2003, lançando álbum que reafirma a vitalidade da tradição do nosso samba. O puxador-símbolo da Mangueira, que completará em maio 90 anos, faz do título de seu CD - Cada Vez Melhor - uma afirmação de que ainda tem muito a oferecer ao público (...)
A vitalidade e a longevidade de Jamelão são únicas. Prestes a chegar às nove décadas de vida, enfronhado no samba desde a infância (ganhou o primeiro cavaquinho aos dez anos), ele é figura indissociável dos sambas-enredo da Estação Primeira de Mangueira, sua escola de fé. De quando em quando, porém, a figura do puxador dá lugar à do tarimbado intérprete de sambas sentimentais (ou, explicitamente, de fossa), lançando álbuns individuais. Cada Vez Melhor é seu primeiro disco de carreira desde 2001. "Não sou puxador, sou intérprete. Puxador é quem puxa carro, é ladrão de automóvel. Meu negócio é cantar samba", naõ se cansa de repetir Jamelão a quem quiser categorizar sua música de maneira fácil.
Cada Vez Melhor, lançado pelo pequeno selo Obi Music - que se dedica a resgatar variadas tendências da música negra brasileira - procura fazer uma amostragem do que Jamelão fez ao longo de toda a sua carreira. "É o que eu sempre fiz, o que sempre cantei. O samba-canção, as músicas da minha época de crooner", diz o veterano, que nas 15 faixas do novo disco foi produzido por Lua Lafayette - com direito a mixagem do pop-sambista Leandro Lehart. "Não quer dizer que eu tenha mudado alguma coisa no meu modo de trabalhar. O que muda é a tecnologia; o jeito de cantar e de tocar não", fala o mangueirense. Sempre alheio aos modismos, por sinal: rejeita terminantemente, por exemplo, o pagode romântico. "É uma coisa inventada, maçante, chata. Coisa de gente que conhece pouco de música", afirma.
Além de clássicos do samba-canção (Matriz ou Filial, de Lúcio Ardim, Segredos, de Bela Maria e Reginaldo Regis, por exemplo), o repertório vai fundo em Lupicínio Rodrigues. O grande estilista da fossa sempre teve em Jamelão seu mais famoso intérprete. "As músicas do Lupicínio são meu carro-chefe. E elas nunca vão morrer. Sempre estarão no coração do povo", acredita o sambista. Vou Brigar com Ela, Sozinha, Nunca e Ela Disse-me Assim , todas já gravadas anteriormente por Jamelão, foram as escolhidas. Duas canções da própria lavra do sambista (Boa Noite e Esta Melodia, ganham novas versões, reunidas a obras de Ary Barroso (Folha Morta) e Caymmi (Falsa Baiana). "É mais um disco de intérprete, como sempre fiz questão de ser conhecido. Refazer todas essas músicas é meu dever de intérprete", ressalta Jamelão.
Com o auxílio luxuoso de uma seção de cordas clássicas, o vozeirão do cantor ("Para estar com esta idade e ainda com a voz deste jeito, a única explicação é um dom de Deus", diz Jamelão) encontra-se em boa companhia. O refinamento e a fossa dão lugar ao Carnaval no oportuno medley de sambas-enredo que encerra o disco. Incluindo, claro, o campeão de 2002, Brasil com Z É Pra Cabra da Peste, Brasil com S É a Nação do Nordeste. Outra referência à amada verde-e-rosa é a recriação de Piano na Mangueira (Jobim/Buarque), que ganha ares de samba-jazz. "Meu negócio é cantar. Gosto de desfilar, do Carnaval na avenida, mas à essa altura se a Mangueira ganha ou perde o campeonato me é quase indiferente. O bom para mim é pisar na Sapucaí e levar o meu samba", fala Jamelão sobre a disputa entre as escolas de samba." Carla Leite (cliquemusic.com.br, 25.02.2003)

Temas

CD 1
01
Avatar / A selva transformou-se em ouro
Otacilio de Souza
02
Sozhina
Lupicínio Rodrigues
03
Piano na mangueira
Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim) - Francisco Buarque de Hollanda (Chico Buarque)
04
Esta melodia
Jamelão - Jorge de Oliveira
05
Nossos momentos
Ary Vidal - Luiz Reis
06
Fechei a porta
Ferreira dos Santos - Sebastião Mota
07
Ela disse-me assim
Lupicínio Rodrigues
08
Folha morte
Ary Barroso
09
La vem a baiana
Dorival Caymmi Filho (Dorival Caymmi)
10
Nunca
Lupicínio Rodrigues
11
Segredos
Bela Maria - Reginaldo Régis
12
Vou brigar com ela
Lupicínio Rodrigues
13
Matriz ou filial
Lúcio Ardim
14
Boa noite
Jamelão