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Chão batido, Palco, Picadeiro

SaGrama
Discos: Folclore del Nordeste de cámara

Disponible

20,38 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Biscoito Fino
Estilo Folclore del Nordeste de cámara
Año de Edición Original 2010
Instrumental

Más

Sa Grama: Sérgio Campelo (flauta, acordeón), Cláudio Moura (viola nordestina), Frederica Bourgeois (flauta), Crisóstomo Santos (clarinetes), Fábio Delicato (guitarra acústica), João Pimenta (contrabajo), Antônio Barreto (vibráfono, marimba, percusión), Hugo Medeiros, Tarcísio resende (percusión)

Otros músicos participantes: Maíra Macêdo (cavaquinho), Marcelo Melo (voz), Marco Cesar (bandolim), Toinho Alves (voz), Isaías Rafael (requinta), Enock Chagas (trompeta), Nilsinho Amarante (trombón), Viviane Pimentel (violin), Michelle Pimentel (cello), Elias Paulino (cuica)

Participación especial de: Wagner Tiso (piano), Yamandú Costa (guitarra acústica).

Reedición de 2011, en formato Digipack,  del disco lanzado de forma independiente en 2008.

álbum dSexto el grupo istrumental de música nordestina popular y erudita formado en 1995 por profesores del conservatório Pernambucano de Música.
El título hace referencia a las tres partes en que se divide el disco, que muestra tres aspectos de la música por los que transita el excelente grupo y que constituyen su razón de ser: la música de raíz popular, la erudita que se inspira en ella y la que nace de la primera y se transforma en la segunda.

Fue uno de los nominados al Prêmio da Música Brasileira de 2011 como Mejor Grupo Instrumental.

"Talvez um ouvinte belga ou canadense possa sentir na música instrumental do SaGRAMA apenas o que ela tem de música – música meramente som, meramente beleza para os sentidos. Para um nordestino, no entanto, ela é uma música encharcada de contexto. Cada melodia e cada cadência vem arrastando consigo um sem-número de paisagens, nomes, rostos, histórias, recordações. A música tem esse aspecto curioso, de ser talvez a mais abstrata das formas de arte, e ao mesmo tempo atingir diretamente nossa memória emotiva, e despertar num instante todo um cenário de referências concretas. Um simples toque de percussão, um simples dueto de violas traz consigo uma sociedade inteira, um modo de vida, uma fatia da História, um momento da nossa infância. As emoções humanas são as mesmas em todo canto, mas em cada lugar são moldadas pelo ambiente e pela cultura. Em termos de Arte, uma emoção é a soma entre a emoção pura, primordial, e o contexto que a modificou. É esse contexto que dá aos nossos sentimentos o sotaque de um povo, a fisionomia de um lugar, assim como o ar que respiramos é sempre o mesmo, mas se transforma num som diferente ao ser modulado por uma flauta ou uma sanfona.Existe música universal. Não porque ela brote no universo inteiro ao mesmo tempo. Cada música nasce em um lugar, tem o perfil daquele lugar, mas a partir dali se expande em círculos cada vez mais largos. Em alguns casos ela se universaliza pela força simples de suas formas, capazes de encantar quem tenha sensibilidade para entendê-las. Em outros, porque atinge platéias informadas sobre seu contexto de origem e interessadas em conhecê-lo melhor através da música que produz. E em outros, ainda, pelo poder multiplicador do investimento comercial. Este disco do SaGRAMA tem um grande número de canções familiares ao público brasileiro; ali estão Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Quinteto Violado, tantos outros. Mesmo quando emergem as composições originais do grupo, logo percebemos os timbres, as texturas sonoras, as tensões e resoluções melódicas tão familiares à nossa maneira nordestina de imaginar a música. Mas existe nessas melodias o dedo erudito, que provoca deslocamentos sutis, fazendo com que a frase musical que nos parece familiar seja composta de outras notas, que não são exatamente as mesmas em que pensaríamos instintivamente. Não se deve, contudo, ficar repisando essa distinção entre popular e erudito. Há um movimento instintivo na nossa cultura no sentido de achar que são modos antagônicos de criar, ou, na melhor das hipóteses, que o popular é uma forma rudimentar de criação e o erudito é o objetivo final desse processo. O modo popular e o modo erudito de fazer música são caminhos diferentes, mas que podem convergir. São reflexo de uma sociedade com diferentes culturas justapostas. São linguagens entrelaçadas, simultâneas; existem para se interferir mutuamente, não para se transformarem uma na outra. Na música do SaGRAMA, esses dois modos se combinam como se combinam numa xícara o leite e o café; a boca que procura o sabor de um ou do outro nunca deixa de encontrá-lo. É o mesmo território fronteiriço onde atuam dois dos convidados deste disco, Wagner Tiso e Yamandu Costa. Músicos para quem, antes das categorias e das nomenclaturas, vem a substância sensorial da música. A música que vale por si mesma, antes dos contextos culturais; e, entrelaçada a ela, a música-referência, a música que reconhece os contextos de origem, percebe a verdade humana por trás da beleza abstrata, e dialoga também com ela." Bráulio Tavares

Temas

CD 1
01
Vaquejada
Marcelo Melo - Toinho Alves - Luciano Pimentel
03:46
02
Banana machucada
Sérgio Campelo
04:04
03
Cuscuz
Sérgio Campelo
02:25
04
Batata doce
Sérgio Campelo
02:23
05
Mundo da lua
Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira
05:53
06
Moringa de barro
Luiz Guimarães
01:58
07
Roda povo
Sérgio Campelo
02:52
08
Candeias
Cláudio Moura
Wagner Tiso, Sa Grama
04:12
09
Morro do galo
Caçapa
03:17
10
Porto da saudade
Alceu Valença
04:43
11
Cascalho
Cláudio Moura
03:53
12
Escorregando
Ernesto Nazareth
Yamandú Costa, Sa Grama
02:59
13
Samba um
Cláudio Moura
05:08
14
Carranca
Marco Cesar
02:32
15
Picadeiro
Sérgio Campelo
04:16