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Identidade

Itiberê Zwarg & Grupo
Discos: Jazz

Disponible

34,18 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Delira Música
Estilo Jazz
Año de Edición Original 2012
Instrumental

Más

Itiberê Zwarg (bajo, piano, voz. arreglos, producción)

Carol d'Avila (saxo alto, flauta, voz), Mariana Zwarg y Cacá Guifer (saxo tenor, flauta), Karina Neves (flauta), Carol Panesi (violín, trompeta, piano), Ricardo Sá Reston (piano, piano eléctrico, teclado, acordeón, bajo), Ajurinã Zwarg (batería, percusión, saxo soprano), 

Participación especial de: Paulino Dias (percusión).

Edición en formato Digipack.

"Aos 62 anos, Itiberê Zwarg (São Paulo, SP, 1950) nada quatro vezes por semana na Praia de Copacabana. O esporte é um raro espaço de solidão na vida do maestro. Mesmo assim, Itiberê não fala dele como momento de estar só.
— É um contato com o mar — define. — Você sai dali bem para fazer as coisas da alma.
"Contato" e "coisas da alma" — dois pontos centrais da música de Itiberê. Contato é seu modus operandi. É bastante ilustrativo que sua carreira "solo" tenha se iniciado à frente de uma formação de 30 músicos, num grupo que carregava a ideia de família no nome — Itiberê Orquestra Família, que estreou em 2001, no CD "Pedra do Espia", saudada como um sopro de renovação na música instrumental brasileira. Da mesma forma, não é por acaso que suas oficinas na Pro-Arte e, agora, na Maracatu Brasil se tornaram um espaço de liberdade de criação celebrado — e disputado — ao longo da última década, sobretudo por jovens instrumentistas. E que seu recém-lançado CD "Identidade" (Delira Música), o primeiro com o octeto Itiberê Zwarg & Grupo, marque sua personalidade a partir de músicas dedicadas a pessoas e situações determinantes em sua trajetória. Música para Itiberê, portanto, é relação — o que fica evidente quando ele fala sobre o papel de um solista:
— O meu conceito de solo é diferente do do jazz. A cozinha (músicos que sustentam a base da banda) não está lá para fazer groove para o solista. Ela costura o solo com ele, todos improvisam juntos. O solista universal (discípulo de Hermeto Pascoal e baixista de sua banda há 30 anos, Itiberê segue o conceito de "música universal" criado pelo mestre) está tocando e ouvindo ao mesmo tempo. Ouvir é fundamental. Desenvolvi essa antena em bailes, como músico da noite, tocando com gente como Laércio de Freitas e Tenório Jr.
Peladeiro regular, Itiberê transporta para o campo a filosofia que aplica à música. E usa o esporte para falar da arte:
— Jogo como toco música — diz, sem esconder um certo orgulho e acrescentando que, como na música, divide espaço "com moleques de 20 e poucos" — A individualidade sai do coletivo, e não o contrário (...) Você vê o Hermeto, por exemplo. É o cara mais coletivo que conheço. E isso não impede que ele seja o Hermeto (...)
Itiberê recorda, rindo, o mesmo dia do primeiro encontro com Hermeto:
— Sentei-me ao piano para me amostrar para ele. E ele sabia.
Deu certo. Algum tempo depois, Hermeto precisou de um novo baixista em definitivo. Convidado, Itiberê largou tudo o que estava fazendo (bailes, o trabalho como músico de estúdio), uma situação financeira estável, para seguir algo maior. As tais "coisas da alma" às quais ele se referia ao falar da natação.
— Vim para não olhar para trás. Entro de cabeça em tudo o que faço, nunca pela metade (...)
Com esse espírito, Itiberê veio para o Rio, para a mítica casa em Jabour, na Zona Oeste, onde Hermeto morava. Ali, pôde entrar de cabeça em algo e pôr à prova a persistência que ensinava em casa. Com apenas três dias para aprender as músicas antes de fazer seu primeiro show com a banda, Itiberê virou noites. Depois, mergulhou na escola hermetiana, numa inacreditável rotina de ensaios diários, das 14h às 20h, entre 1981 e 1993.
— Graças a esse tempo consegui me preparar para meu trabalho solo — avalia Itiberê.
Foi Hermeto quem o avisou, em 1998, que ele estava pronto para tocar um projeto próprio. Sem saber ao certo o que fazer, decidiu montar sua oficina de música universal. Compondo ao vivo — método que segue até hoje — com um grupo de jovens músicos, completamente envolvidos com sua proposta, Itiberê plantava sem saber as sementes da Itiberê Orquestra Família (...)
— A música é minha religião, meu contato com Deus — afirma o maestro, cuja teologia se afina com o espiritismo. — Tomo conta dela como um zelador: "Quer entrar? O que quer aqui? (...)" (Extracto de entrevista concedida a Leonardo Lichote, 28.07.2012)

Temas

CD 1
01
Identidade - Parte I
Itiberê Zwarg
02
Quem entender morre
Itiberê Zwarg
03
Na casa do Can
Itiberê Zwarg
04
No sarau da Laurinda
Itiberê Zwarg
05
Na careca do padre
Itiberê Zwarg
06
Alameda dos Sorimãns 150
Itiberê Zwarg
07
Na teia do aconchego
Itiberê Zwarg
08
Forró das Arábias
Itiberê Zwarg
09
Passaporte
Itiberê Zwarg
10
Identidade - Parte II
Itiberê Zwarg
11
Bontempo
Itiberê Zwarg
12
Atravessando fronteiras
Itiberê Zwarg
13
Bem vindos todos juntos na pindaíba!
Hermeto Pascoal
14
Vida leve
Itiberê Zwarg
15
Identidade - Parte III
Itiberê Zwarg
16
Diamantino
Itiberê Zwarg
17
Galopada
Itiberê Zwarg
18
Pro Lucas
Itiberê Zwarg