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Pasieros

Rubén Blades* & Boca Livre
Discos: Latinoamericana / MPB

Disponible

25,50 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Independiente
Estilo Latinoamericana / MPB
Año de Edición Original 2022
Observaciones en Español

Más

Rubén Blades (voz),

Boca Livre: Zé Renato (voz, guitarra acústica), Lourenço Baeta (voz, guitarra acústica, flauta), David Tygel (voz, viola caipira), Maurício Maestro (voz, bajo, guitarra acústica, arreglos).

Jessé Sadoc (trompeta, flugelhorn), Chico Chagas (acordeón), João Carlos Coutinho (piano, piano eléctrico), Luis Enrique Becerra (piano eléctrico), Carlinhos 7 Cordas (guitarra de 7 cuerdas), Wanderson do Cavaco (cavaquinho), Jorge Helder (bajo), Pantico Rocha y Robertinho Silva (batería), Marcelo Costa, Marcos Suzano y Marçalzinho (percusión), Iura Ranevsky (cello).

Participación especial de: João Donato (piano).

Edición en formato Digipack.

Preciosa colaboración del grupo vocal brasileño Boca Livre con el gran cantante y compositor (y actor) panameño Rubén Blades Bellido de Luna (Panamá, 1948) en el que interpretan grandes éxitos de éste.
(este álbum en español incluye los temas "Adán García", "Dia a dia" y "Paula C", que no están en "Parceiros", la versión en portugués de "Pasieros", que incluye versiones en portugués de "Sin tu cariño", "Buscando guayaba", "Dime", "Vida" y "Pedro Navaja")

"En 1966, cuando joven en Panama, escuche por primera vez a un grupo vocal brasileno llamado "Jongo Trio". Desde ese momento nacio mi deseo por grabar algun dia un disco completo con una banda semejante. Boca Livre fue un invItado en nuestro album MUNDO, con EDITUS y ahora finalmente, 56 anos mas tarde, mi sueno de hacer un album completo se ha hecho realidad. My respeto y afecto por los miembros de Boca Livre representan mis sentimientos por la musica y los musicos de Brasil que tanto he disfrutado estas pasadas decadas. Sus producciones y ejemplos me educaron y encantaron. El haber podido trabajar, grabar y viajar con los integrantes de Boca Livre continua siendo uno de los puntos que considero sobresalientes en mu carrera como cantante y compositor. Esperamos que este disco sea de su agrado, tanto como para nosotros fue un placer la oportunidad de hacerlo realidad. Pasieros (Parceiros) describe el amor, alegria y respeto entre nosotros y por el arte, la gente y la musica del mundo. Estas emociones las expresamos a traves de los sonidos de este album, que con afecto compartimos con ustedes." Ruben Blades (03.05.2022)

“En vez de vivir con miedo / Mejor es morir / Sonriendo, con el recuerdo vivo", decreta o Boca Livre ao dar vozes aos versos de Adán García (1992), composição de Rubén Blades gravada pelo autor com o grupo carioca em 2011 para álbum, Pasieros, que chega ao mundo onze anos após a realização deste disco até então inédito no mercado do Brasil e do exterior.
Ao narrar na letra o cotidiano da personagem-título Adán García, na música que lançou originalmente há 30 anos no álbum Amor y control (1992), o militante Blades deu mais um toque político entre tantos que permeiam a obra engajada do artista.
Como atestam as gravações de músicas como Paula C (1979), o engajamento é o mote da seleção do repertório de Pasieros, álbum lançado na sexta-feira, 20 de maio, um ano e quatro meses após a dissolução do conjunto Boca Livre por divergências políticas entre Zé Renato (voz e violão), Lourenço Baeta (voz, vioção e flauta), David Tygel (voz e viola caipira), Maurício Maestro (voz, baixo, violão e arranjos).
Ainda que soe como título póstumo da discografia do quarteto, o álbum soa relevante, além de belo, por oferecer consistente amostra da obra de Rubén Blades.
Para ouvintes brasileiros que desconhecem a produção musical da América Latina, Rubén Blades é cantor, compositor e músico panamenho – nascido na cidade do Panamá em julho de 1948 – que sobressaiu no mercado de língua hispânica a partir dos anos 1970 ao dar voz a um cancioneiro autoral comprometido com as lutas pela liberdade e pela democracia no continente latino-americano.
Até por isso o álbum Pasieros – também editado em versão em português, intitulada Parceiros, com oito das onze faixas do disco original em espanhol – sai no momento certo, neste tenso ano de 2022, estando disponível no Brasil através dos aplicativos de música.
Pasieros é álbum gravado com músicos brasileiros como o pianista João Carlos Coutinho, o baixista Jorge Helder, o acordeonista Chiquinho Chagas, o trompetista Jessé Sadoc, o violoncelista Iura Ranevsky, o cavaquinhista Wanderson do Cavaco, os bateristas Pantico Rocha e Robertinho Silva e os percussionistas Marcelo Costa, Marcos Suzano e Marçalzinho.
Contudo, esse time de virtuoses soa reverente ao universo da música de Bládes sem embutir em Pasieros os clichês tropicais que ouvidos estrangeiros geralmente esperam encontrar em discos com toques brasileiros.
Creditado como “convidado muito especial” no encarte da edição em CD do álbum Pasieros, João Donato põe o toque caribenho do piano do músico acreano em Buscando Guayaba (1978), apimentando o tempero dessa salsa lançada por Blades em álbum gravado com o trombonista norte-americano Willie Colón em álbum, Siembra (1978), que renovou o gênero musical cubano ao engajar a salsa na militância do artista panamenho.
Desse disco histórico, Blades também revive com o Boca Livre as músicas Dime (1978) e Pedro Navaja (1978), tema que fecha o disco em gravação de seis minutos que mixa o balanço da salsa com a cadência do samba.
Embora celebrado pela revolução feita na salsa com Willie Colón, Rubén Blades também tem obra marcada por canções mais melódicas pautadas pelo lirismo. Sin tu cariño (1979) e Juana Mayo (1988) – tema em que esse lirismo adquire tom dolente – exemplificam em Pasieros essa vertente da obra do compositor enquanto Caminando (1991) – faixa-título de álbum da discografia solo do artista – repisa o trilho latino do artista panamenho, irmanado com o Boca Livre nas 11 faixas do disco.
O grupo jamais soa como coadjuvante em Pasieros, como se fizesse coro para Blades. O álbum promove de fato a parceria alardeada no título. O que dá frescor a músicas como Vida (1999), Día a día (1999) – tema em que a nostalgia de tempos idos é o motor que impulsiona o desejo de mudar o que está fora da ordem atual – e Aguacero (1999), músicas de álbum, Tiempo (1999), lançado por Blades em tempo de maturidade.
Aguacero cai no disco com o toque do acordeom de Chiquinho Chagas, reiterando o recado político – “Los años nos hacen libres o prisioneros” – que Rubén Blades manda com o Boca Livre em vocais sempre harmoniosos neste disco que, embora feito há 11 anos, se afina com o tempo presente do Brasil." Mauto Ferreira (g1.globo.com, 23.05.2022)

Temas

CD 1
01
Sin tu cariño
Louis Ramirez - Rubén Blades
02
Buscando guayaba
Rubén Blades
Rubén Blades, Boca Livre & João Donato
03
Paula C
Rubén Blades
04
Caminando
Rubén Blades
05
Dia a dia
Rubén Blades - Lori Carson
06
Juana Mayo
Rubén Blades
07
Dime
Rubén Blades
08
Adán García
Rubén Blades
09
Vida
Rubén Blades
10
Aguacero
Rubén Blades
11
Pedro Navaja
Rubén Blades