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Afeto - Carlos Lyra 90 anos

Varios Intérpretes (MPB)
Discos: MPB

Próximamente disponible

24,77 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Sesc SP
Estilo MPB
Año de Edición Original 2023

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Interpretaciones de: Caetano Veloso; Djavan; Edu Lobo; Fernanda Abreu & João Donato; Gilberto Gil; Joyce & Ivan Lins; Leila Pinheiro; Lulu Santos & Marcos Valle; Marcos Valle & Patrícia Alví; Mart’nália; Mônica Salmaso; Paula Morelenbaum & Roberto Menescal; Wanda Sá.

Músicos participantes: Jessé Sadoc Jr. o José Arimatéa (trompeta), Ricardo Pontes (flauta, saxo), Marcelo Martins (flauta, saxo), Aldivas Ayres o Marlon Sette o Josiel Konrad (trombón), Arthur Dutra (vibráfono), Antonio Adolfo (piano, arreglos), João Donato (piano, arreglos), Marcos Valle (piano, piano eléctrico, órgano, melotrón, percusión, arreglos), Gilson Peranzzetta (piano, arreeglos), Adriano Souza (piano), Lula Galvão o Nelson Faria (guitarras), Bernardo Bosisio (guitarra acústica), Roberto Menescal (guitarra eléctrica), João Felippe (cavaquinho de 5 cuedas), Luiz Alves o Jorge Helder o Jurim Moreira o Alberto Continentino o Jefferson Lescowich (contrabajo), Paulo Braga o Marcelo Costa o Renato "Massa" Calmon o Tuto Ferraz (batería), Robertinho Silva (batería, percusión), Sidinho (percusión), Kassin (programaciones), Jaques Morelenbaum (cello, arreglos) y cuarteto de cuerdas.

Edición en formato Discolibro, con libreto de 44 páginas.

"Celebrando o cancioneiro de Carlos Lyra em homenagem aos seus 90 anos de vida completos em 2023, o álbum Afeto faz um passeio amplo por todas as fases e estilos da obra do compositor que Tom Jobim considerava “o grande melodista, desenhista, harmonista, rei do ritmo, da síncope, do desenho, da ginga, do balanço, da dança e da lyra.” Com arranjos feitos por João Donato, Marcos Valle, Jaques Morelenbaum, Antônio Adolfo e Gilson Peranzzetta, o disco traz uma seleção de músicas representativas da trajetória de Lyra interpretadas por vozes de grandes nomes da música brasileira."

"Carlos Lyra (11 de maio de 1933 – 16 de dezembro de 2023) teve tempo de ouvir o belo tributo fonográfico prestado ao artista carioca pelo 90º aniversário do autor do samba Influência do jazz (1962).
Idealizado por Regina Oreiro e lançado em 1º de dezembro pelo Selo Sesc, o álbum Afeto – Homenagem Carlos Lyra 90 anos resultou à altura da obra do compositor. Gravado no primeiro semestre deste ano de 2023 no estúdio Visom, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), o álbum Afeto soou reverente ao cancioneiro do compositor, em tons tradicionais.
Há no canto e nos arranjos das 14 faixas uma justa reverência à bossa de Lyra, compositor que foi além da bossa nova, como ressaltou o título da parceria do artista com Daltony Nóbrega, composta em 2012.
Apresentada há quatro anos como música-título do último álbum de composições inéditas de Lyra, Além da bossa (2019), essa canção é revivida no tributo Afeto na voz de Leila Pinheiro com as cordas do cavaquinho de João Felippe reluzindo no arranjo criado pela própria Leila.
Há, sim, frescor na bossa gerada pela interação do piano e do órgão de Marcos Valle com a guitarra de Lulu Santos, intérpretes de Maria Ninguém (1959), faixa arranjada por Valle, assim como Ciúme (1960), samba cantado com correção por Caetano Veloso.
Contudo, a modernidade atemporal vem mesmo do cancioneiro de Lyra. É deleite ouvir Joyce Moreno gingando com Ivan Lins no balanço do samba Influência do jazz (1962) – com arranjo do mesmo Marcos Valle – e imaginar Djavan evoluindo por salão de gafieira ao cantar o samba Você e eu (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1961) com piano e arranjo do recorrente Valle.
Marcos Valle divide o posto de arranjador do álbum Afeto com Antonio Adolfo, Gilson Peranzzetta, Jaques Morelenbaum e João Donato (1934 – 2023). Pioneiro da bossa, Donato orquestrou Saudade fez um samba (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli, 1959) para a voz já rouca de Gilberto Gil em reencontro que abre Afeto.
A bossa de Donato sobressai na faixa com a leveza que rege o disco. É com o piano de Donato que Fernanda Abreu cai bem no Samba do carioca (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes) com apropriada citação de Garota sangue bom (Fernanda Abreu e Fausto Fawcett, 1995).
Em atmosfera mais densa, Edu Lobo canta Minha namorada (1964) – standard romântico da parceria de Lyra com o poeta Vinicius de Moraes (1913 – 1980) – em gravação adornada com cordas orquestradas por Gilson Peranzzetta, arranjador da faixa.
Peranzzetta também arranjou Canção que morre no ar (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli, 1960), interpretada por Ney Matogrosso – com o canto mais grave do que o habitual – em gravação que embute passagem instrumental de clima jazzy em que sobressai o piano de Peranzzetta.
Já Jaques Morelenbaum fez o arranjo de E era Copacabana (2006), samba-canção cheio de bossa, apresentado há 17 anos por Dori Caymmi e Joyce Moreno, parceira de Lyra no tema (relativamente) recente ouvido no álbum Afeto no canto preciso de Mônica Salmaso, escalação tão certeira quanto surpreendente pelo fato de a voz de Salmaso ser quase a antítese da leveza da bossa nova.
Bem mais antiga, Quando chegares (1960) – primeira música de Lyra, feita em 1954 quando o compositor debutante tinha 21 anos – ressurge refinada pelo toque do piano de Antonio Adolfo (arranjador da faixa) e pela voz aconchegante de Wanda Sá.
Adolfo também arranjou Sabe você (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1964), canção que harmoniza as vozes de Paula Morelenebaum e Roberto Menescal, contemporâneo de Lyra e, como ele, um dos poucos remanescentes da geração de compositores e músicos que, há 65 anos, viram a bossa nova se erguer no mar do Rio de Janeiro (RJ) em 1958 após ser maturada há anos por João Gilberto (1931 – 2019), intérprete original de Lobo bobo (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli, 1959), cuja malícia é marotamente saboreada em Afeto por Mart'nália com arranjo de João Donato.
Recorrente no disco como arranjador e como intérprete, Marcos Valle divide com Patrícia Alví os versos de O negócio é amar (1984), parceria póstuma de Lyra com Dolores Duran (1930 – 1959).
Enfim, tudo flui em Afeto porque nenhum arranjador ou intérprete caiu na tentação de modernizar o que já nasceu e se conserva moderno pela própria natureza da bossa nova. Carlos Lyra morreu neste sábado, 16 de dezembro, aos 90 anos, mas o cancioneiro do compositor é eterno." Mauro Ferreira (g1.globo.com, 16.12.2023)

Temas

CD 1
01
Saudade fez um samba
Carlos Lyra - Ronaldo Bôscoli
Gilberto Gil
02:50
02
Influência do jazz
Carlos Lyra
Joyce & Ivan Lins
02:46
03
Minha namorada
Carlos Lyra - Vinicius de Moraes
Edu Lobo
04:31
04
Quando chegares
Carlos Lyra
Wanda Sá
03:50
05
Samba do carioca
Carlos Lyra - Vinicius de Moraes
Fernanda Abreu & João Donato
03:51
06
E era Copacabana
Carlos Lyra - Joyce
Mônica Salmaso
04:17
07
Maria Ninguém
Carlos Lyra
Lulu Santos & Marcos Valle
03:36
08
Sabe você
Carlos Lyra - Vinicius de Moraes
Paula Morelenbaum & Roberto Menescal
05:56
09
Ciúme
Carlos Lyra
Caetano Veloso
02:24
10
O negócio é amar
Carlos Lyra - Dolores Duran
Marcos Valle & Patrícia Alví
03:49
11
Além da bossa
Carlos Lyra - Daltony Nóbrega
Leila Pinheiro
05:39
12
Lobo bobo
Carlos Lyra - Ronaldo Bôscoli
Mart'nália
03:13
13
Canção que morre no ar
Carlos Lyra - Ronaldo Bôscoli
Ney Matogrosso
05:04
14
Você e eu
Carlos Lyra - Vinicius de Moraes
Djavan
03:16