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Toc-toc

Ed Motta
Discos: Soul-Funk

Disponible

22,27 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Dwitza / MPS
Estilo Soul-Funk
Año de Edición Original 2026

Más

Ed Motta (voz, teclados, guitarras, bajo eléctrico, percusión, programaciones, arreglos)

Marcelo Martins (saxo tenor), Michel Limma (teclados, bajo sint., programaciones, arreglos, producción), Paulo Zuckini (coros).

Edición en formato Digipack.

“Toc-Toc” - o álbum em português lançado por Ed Motta na sexta-feira, 25 de setembro - não deve ser entendido como se o disco fosse “As terceiras intenções do manual prático para festas, bailes e afins”, espécie de volume 3 do álbum de 1997 que abriu uma janela pop na discografia do artista com hits como “Fora da lei”, composto por Ed com Rita Lee (1947 – 2023).
Em “Toc-Toc”, 15º quinto álbum de estúdio do cantor, compositor e músico carioca, Ed Motta volta a cantar em português após 13 anos – e após três álbuns em inglês, dirigidos mais ao público europeu do que ao brasileiro – e se permite o uso imoderado de synth bass e/ou bateria eletrônica nas 11 faixas do disco.
A questão é que Manuel foi definitivamente pro céu e a Colombina já saiu do baile. Gravado e arranjado com produção musical orquestrada pelo próprio Ed Motta com Michel Limma, também coprodutor do requintado álbum anterior do cantor, “Behind the tea chronicles” (2023), “Toc-Toc” soa, sim, mais acessível ao chamado grande público por conta da retomada do idioma natal do artista. Mas somente até um certo ponto.
É que, embora a sonoridade tenha resultado menos intrincada do que a dos discos em inglês do cantor, como “Perpetual gateways” (2016), álbum em que Ed cruzou de forma majestosa a ponte que liga o soul ao jazz, “Toc-Toc” se recusa a acenar para o pop fácil, extremamente fácil, tão ao gosto do mercado. Sob esse prisma, o já longínquo “Piquenique” reunia acepipes um pouco mais digeríveis.
Como o single inicial “Eu quero ser feliz” já sinalizara em 17 de julho, Ed Motta flerta bastante com o electro-funk da década de 1980 ao longo das 11 faixas do álbum “Toc-Toc”.
Dez das 11 músicas do repertório inteiramente autoral e inédito do álbum “Toc-Toc” são assinadas por Ed com Edna Lopes, parceira do artista na música e na vida. A exceção é “Glamour hotel”, parceria do cantor com Leoni, compositor que domina o idioma do pop nacional. O que não impediu que “Glamour hotel” tenha sido construído com a arquitetura habitualmente sofisticada da música de Ed Motta.
Essa é a questão de “Toc-Toc”. Ed Motta procurou apresentar um álbum mais descomplicado, e em certa medida foi bem-sucedido na comparação com os discos anteriores em inglês, mas Ed Motta não é Liminha, produtor musical do já citado “Manual prático para festas, bailes e afins”, o álbum de 1997 que se tornou a referência pop mercadológica na obra fonográfica do cantor.
Se goza de total liberdade criativa, Ed Motta é pop até a página 2. E nisso reside o maior trunfo do cantor, como já mostraram álbuns como “AOR” (2013), até então o último disco em português de Ed, pautado pela influência do som de grupos como Steely Dan, banda que mistura o rock com harmonias complexas de jazz e levadas de funk e R&B.
Entre baladas como “Não tem contradição” e “Voltei pra mim”, o álbum “Toc-Toc” amalgama referências fundamentais do funk e do próprio Ed Motta em mix de soul, R&B e electro-funk.
A pulsação da música-título “Toc-Toc” evoca intencionalmente o som do cantor e compositor norte-americano James Brown (1933 – 2006), pai do funk. “O desejo está nu” é puro suco de Robson Jorge (1954 – 1992) e Lincoln Olivetti (1954 – 2015). Já “A Marina acende” ecoa influências do balanço de João Donato (1934 – 2023) e de Marcos Valle.
Sobrinho de Tim Maia (1942 – 1998), Ed Motta nasceu musicalmente em berço funk, em 1988, em álbum com a banda Conexão Japeri. Mas se espraiou por outros sons ao longo desses 48 anos de carreira. Tanto que a grande música do álbum “Toc-Toc” – cujo repertório, diga-se, soa mais atraente no lado A do que no lado B do LP – é “Casa de frente pro mar”, erguida por Ed na praia da bossa nova.
Essa composição mostra que, por mais que volte ao berço do funk e do soul brasileiro, Ed Motta já é um artista com outras ambições musicais que se recusa a seguir à risca o manual pop. Cantando em português ou em inglês, a praia de Ed Motta é a da sofisticação harmônica." Mauro Ferreira (g1.globo.com, 28.09.2026)

Temas

CD 1
01
Eu quero ser feliz
Ed Motta - Edna Lopes
03:30
02
O desejo está nu
Ed Motta - Edna Lopes
05:04
03
Toc-toc
Ed Motta - Edna Lopes
04:02
04
Glamour Hotel
Ed Motta - Leoni
03:34
05
Casa de frente pro mar
Ed Motta - Edna Lopes
03:19
06
O grande plano
Ed Motta - Edna Lopes
03:14
07
A marina acende
Ed Motta - Edna Lopes
03:30
08
Beth
Ed Motta - Edna Lopes
06:04
09
Não tem contradição
Ed Motta - Edna Lopes
02:54
10
Um dia de sol
Ed Motta - Edna Lopes
04:46
11
Voltei pra mim
Ed Motta - Edna Lopes
04:21