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Princípio do infinito - Um perfil de Luiz Carlos da Vila

Luiz Antonio Simas & Diogo Cunha
Libros: Música

Disponible

21,90 € impuestos inc.

Ficha técnica Libros

Editorial Numa Editora
Estilo Música
Año de Edición Original 2018

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140 páginas (16 x 21 cm) (Peso: 244 g)

"(...) As origens de Luiz Carlos Baptista (Rio de Janeiro, RJ, 1949 – 2008) e da própria geografia da musical cidade do Rio de Janeiro (RJ) são documentadas por Luiz Antonio Simas e Diogo Cunha na primeira e melhor parte do livro Princípio do infinito – Um perfil de Luiz Carlos da Vila (Numa Editora) lançado ainda em tempo de lembrar os dez anos da morte desse poeta do samba, em 2008, aos breves 59 anos, vítima de câncer no intestino.
Batizado com o nome do samba composto por Luiz Carlos com Claudio Jorge, e lançado por Jorge em álbum de 2001, o livro Princípio do infinito perfila o Luiz das Vilas da Penha e Isabel com paixão e sem o rigor enciclopédico e o peso das biografias.
Desse perfil, o supra-sumo são os relatos sobre a infância e a adolescência do artista, corroborados pela exposição de fotos raras. Do menino tranquilo da adolescência, Luiz Carlos se transformou em adolescente inquieto, levado. Levado para o samba por Carlos Alberto de Oliveira (1935 – 1984), o cantor e compositor conhecido como Carlão Elegante (...) Mais tarde, o futuro artista se encontrou, para sempre, quando começou a se dedicar ao ofício de compositor. Em Princípio do infinito – Um perfil de Luiz Carlos da Vila, livro cuja capa expõe o sambista no traço multicolorido de Mello Menezes, o bamba é celebrado sem perda do foco ideológico.
Os autores enfatizam a veia militante que pulsava, sem tom panfletário, na vida e na obra do coautor de Kizomba, a festa da raça (Rodolpho de Souza, Luiz Carlos da Vila e Jonas, 1987), samba-enredo com o qual a escola Unidos de Vila Isabel se sagrou campeã do Carnaval carioca em 1988.
Essa consagração aconteceu nove anos depois de o bamba ter apresentado, em 1979, o samba Por um dia de graça na ala de compositores do Grêmio de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo, resistente pilar carnavalesco alicerçado por Candeia (1935 – 1979), compositor que foi ídolo e parceiro póstumo de Luiz Carlos da Vila.
O samba Por um dia de graça perdeu a disputa da Quilombo, mas, dali a cinco anos, em 1984, ganhou a voz popular da cantora Simone quando Luiz Carlos da Vila ascendia como compositor de sucesso.
Luiz Antonio Simas e Diogo Cunha acertam ao mostrar que a ascensão de Luiz Carlos da Vila simboliza a resistência e a vitória, em forma de arte, do povo negro oprimido nas filas, vilas e favelas." Mauro Ferreira