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O barquinho vai... - Roberto Menescal e suas histórias

Bruna Fonte
Libros: Música

Disponible

28,91 € impuestos inc.

Ficha técnica Libros

Editorial Irmãos Vitale
Estilo Música
Año de Edición Original 2010

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136 páginas (21 x 29 cm) (Peso: 353 g)

"O Barquinho Vai..., de autoria da escritora Bruna Fonte, é uma narrativa acerca da vida e da carreira do músico, compositor e produtor Roberto Menescal, um dos criadores da Bossa Nova. O prefácio é assinado pelo escritor Paulo Coelho, amigo de Menescal. O estilo literário do livro não é biográfico. A autora conversou durante quase dois anos com o músico, com seus amigos e familiares e o resultado foi surpreendente, pois a leitura nos dá a ideia de que Roberto Menescal está conversando com o leitor. De maneira leve e bem humorada, Menescal conta não só histórias dos tempos da Bossa Nova (como sua parceria com Ronaldo Bôscoli, a amizade com Tom Jobim, João Gilberto, Vinícius de Moraes), como também fala sobre vários artistas produzidos ou descobertos por ele (entre eles Chico Buarque, Elis Regina, Gal Costa, Fagner, Emílio Santiago, Raul Seixas), além de histórias inéditas dos bastidores da música brasileira desconhecidas do grande público." (texto de presentación de la editora)

"Roberto Menescal é figura emblemática na história da música brasileira. Não somente por ter sido parceiro de Ronaldo Bôscoli (1928 - 1994) em alguns clássicos iniciais da Bossa Nova que ganhariam o mundo, notadamente O Barquinho, mas também por ter ocupado os cargos de produtor e diretor artístico da gravadora Philips - encampada pela Universal Music no fim dos anos 90 - de 1970 a 1985, periodo em que a companhia abrigava quase todos os grandes nomes da MPB. Portanto, uma biografia de Menescal seria, além de oportuna, necessária. Livro escrito pela jornalista Bruna Fonte, ora lançado pela editora Irmãos Vitale, O Barquinho Vai... - Roberto Menescal e suas Histórias não preenche tal lacuna. Antes de ser uma biografia, o livro é uma coletânea de histórias com pinceladas biográficas da vida e obra do compositor capixada, criado no Rio de Janeiro (RJ), a cidade que gerou a bossa que renovaria a música brasileira e daria projeção mundial aos seus principais compositores. Bruna Fonte deu voz a Menescal, que conta na primeira pessoa causos marcantes de sua trajetória na música.  Embora leve e fluente, a narrativa - estruturada em tópicos, em formato parecido com o de um almanaque - patina na superficialidade. As histórias sobre a gênese da Bossa Nova nada acrescentam de relevante ao (muito) que já foi escrito sobre o gênero. A contribuição mais significativa do relato reside nas histórias colecionadas por Menescal em sua passagem pela gravadora Philips. Uns episódios já são bem notórios -  caso do corte ditatorial do microfone quando Chico Buarque e Gilberto Gil apresentavam a música Cálice (primeira parceria dos compositores) no show coletivo Phono 73, evento que reuniu o elenco da Philips no Anhembi, em São Paulo (SP), em maio de 1973. Outros são pouco conhecidos, como o mal-entendido que separou Menescal de Chico, seu parceiro em Bye-Bye Brasil, música composta em 1979 sob encomenda do cineasta Cacá Diegues. A confusão teria começado quando Chico foi convidado a trocar a Philips pela  alemã Ariola, gravadora que se estabeleceu no Brasil no início dos anos 80. Menescal alega que não se opôs à ida do cantor para a concorrente e que ainda sugeriu a Chico uma forma de se livrar de sua obrigação contratual com a Philips. Contudo, o caso levou Chico a romper publicamente com Menescal ao se recusar a receber um prêmio por Bye-Bye Brasil com o parceiro. Como o livro ouve somente Menescal (apesar de relacionar generosos depoimentos sobre o artista ao fim), a história fica incompleta. Como outras tantas contadas em O Barquinho Vai..., livro que também revela - de acordo com o relato do perfilado - a influência determinante de Menescal na escolha do repertório do álbum Elis (1972), título renovador na discografia de Elis Regina (1945 - 1982). Enfim, as histórias são agradáveis e facilitam a leitura. Mas paira a sensação, ao longo das 136 páginas, que O Barquinho Vai... é mero rascunho de uma biografia mais consistente de Roberto Menescal. Que ainda há de ser editada para detalhar a vida e obra desse nome emblemático na história da música brasileira." Mauro Ferreira (Blog Notas Musicais, 15.11.2010)