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Roberto Carlos (As flores do jardim de nossa casa,...)

Roberto Carlos
Discos: Pop / Romántica

Disponible

16,62 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Sony Music
Estilo Pop / Romántica
Año de Edición Original 1969

Más

Roberto Carlos (voz)

"Após lançar o álbum “O Inimitável” em 1968, em que explora as influências da black music pela primeira vez, Roberto Carlos lançou em 1969 seu trabalho intitulado apenas “Roberto Carlos”. O material apresenta, entre outros gêneros, as primeiras canções no estilo romântico que seria consagrado pelo artista na década seguinte.
Soma-se a isso uma espécie de reconhecimento perante a MPB, que durante anos criticou duramente todo o movimento jovem guarda, além de uma valorização por parte dos artistas associados ao tropicalismo, como Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia.
Embora músicas românticas já estivessem presentes em outros lançamentos de Roberto, a formatação que estas canções adquirem no disco de 1969 introduzem uma pegada que durante mais de uma década seria desenvolvida pelo artista: a ênfase no violão dedilhado, nos arranjos de cordas e metais e refrães fortes muitas vezes cantados a plenos pulmões.
“As flores do jardim de nossa casa”, que não um rock, foi colocado justamente na aberta do álbum – algo até então inédito na carreira de Roberto. A bela faixa, aliás, foi composta com inspiração no diagnóstico do filho, que nasceu com um glaucoma e, ainda bebê, precisou fazer várias cirurgias nos olhos.
“Aceito seu coração” e “Quero ter você perto de mim” seguem praticamente essa mesma fórmula. Outras faixas, embora também românticas, possuem a sonoridade jovem guarda pela qual Roberto já era conhecido. São elas: “Do outro lado da cidade”, “Sua estupidez” e “Não tenho nada a perder”.
Já as canções “Nada vai acontecer” e “Não vou ficar” – esta última uma encomenda de Roberto a um ainda desconhecido Tim Maia – foram gravadas sob clara influência da soul music americana, dando continuidade ao que já tinha aparecido no álbum anterior e que continuaria nos discos de Roberto até pelo menos 1971.
E há, é claro, “As curvas da estrada de Santos”, música bastante importante na carreira de Roberto e Erasmo Carlos – e que merece ser descrita à parte.
Nos anos 1960, a jovem guarda era rejeitada por uma boa parte dos músicos da chamada MPB engajada, como Geraldo Vandré e Elis Regina, que diziam que o estilo era de baixa qualidade e não era autenticamente nacional. O ápice desta negativa foi a Passeata contra a guitarra elétrica, ocorrida em julho de 1967, onde Vandré e Elis, junto de Edu Lobo, Zé Keti, Gilberto Gil, entre outros, marcharam pelo centro de São Paulo carregando um cartaz com os dizeres “Frente única da música popular brasileira”. O assunto dá o que falar até hoje, ainda mais porque no ano seguinte tudo seria diferente com a chegada do Tropicalismo.
Em 1969, “Se você pensa” (“daqui pra frente, tudo vai ser diferente”), composição de Roberto e Erasmo, ganhou regravações de Elis Regina, Maysa, Gal Costa e Wilson Simonal. Em 1970, quando o disco de 1969 já era sucesso no Brasil, Elis novamente gravou uma faixa da dupla – agora, “As curvas da estrada de Santos”, sem dúvida a canção mais emblemática do trabalho (...)" Pedro Henrique Frasson Barbosa (Mestre em Antropologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), 18.04.2021)

Temas

CD 1
01
As flores do jardim de nossa casa
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
02
Aceito seu coração
Puruca
03
Nada vai me convecer
Paulo Cesar Barros
04
Do outro lado da cidade
Helena dos Santos
05
Quero ter você perto de mim
Nenéo
06
O diamante cor-de-rosa
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
07
Não vou ficar
Tim Maia
08
As curvas da estrada de Santos
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
09
Sua estupidez
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
10
Oh! Meu imenso amor
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
11
Não adianta
Edson Ribeiro
12
Nada tenho a perder
Getúlio Côrtes