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Memórias, crônicas e declarações de amor (Memories, chronicles and declarations of love)

Marisa Monte
Discos: MPB

Disponible

20,38 € impuestos inc.

Ficha técnica Discos

Sello Phonomotor
Estilo MPB
Año de Edición Original 2000

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Marisa Monte (voz, guitarras)

Lucas Santtana (flauta, guitarra acústica), Kassin (teclados, programaciones), Berna Ceppas (teclados, programaciones), Peter Scherer (teclados), Mark Batson (piano, teclados), Andrés Levin (piano eléctrico, efectos), Davi Moraes (guitarras, bouzouki, batería), Mark Ribot (guitarra acústica), Paulão 7 Cordas (Paulo Roberto Pereira Araújo) (guitarra de 7 cuerdas), Arto Lindsay (guitarra eléctrica, producción), Mauro Diniz (cavaquinho), Dadi Carvalho o Liminha o Melvin Gibbs (bajo eléctrico),  Skoota Warner o Domênico Lancellotti o Joey Baron (batería), Carlinhos Brown (percusión, arreglos), Jaguara da Mangueira (Jaguaracy Pereira Machado),  Ramiro Musotto, Trambique (José Belmiro Lima), Alexandre Guedes, Kabo Duca, Peu Meurrahy y Zé Carlos (percusión) y orquesta (con arreglos de Steve Barber o Greg Cohen).

Participación especial de: João Donato (piano, arreglos, en Abololô" y "Sou seu sabiá"), Arnaldo Antunes (voz, en "Amor I love you" y "Gentileza"), Jaques Morelenbaum (cello, arreglos, en "Para ver as meninas" y "Água também é mar"), Romero Lubambo (guitarras, en "Gotas de luar").

"Embora o título, "Memórias, Crônicas e Declarações de Amor", aponte na direção do romantismo, sua autora, a carioca Marisa Monte, 32, o define antes como um disco sobre solidão.
"São músicas que fiz nos últimos quatro anos, e fui percebendo que muitas falavam de amor -de amor de casal, dual, passional, ou de amor transpessoal, com "A" maiúsculo", explica a cantora e compositora, começando a definir seu quinto CD.
Mas... a solidão. "Por trás de todo esse assunto do amor, existe o da solidão, que talvez seja o tema desse disco. É comum a todos nós. É uma loucura o ILOVEYOU, um vírus que chegou para mostrar a proporção da carência do ser humano", define ela, que conserva parceria com Davi Moraes, também seu guitarrista.
Vêm em embalagem peculiar as 13 canções produzidas por Marisa e o norte-americano/pernambucano Arto Lindsay -maioria de temas sentimentais, forrados de violinos e violoncelos.
Numa primeira tiragem limitada (15 mil exemplares), ganham embalagem como de um livro, com dezenas de fotos de Marisa tiradas por Marisa. O libreto recebe, ainda, versão ampliada, que estará em cartaz nas livrarias.
O repertório reúne maioria de inéditas do círculo de compositores Marisa/Carlinhos Brown/Arnaldo Antunes (mais, agora, Lucas Santtana). E uma inédita de Caetano Veloso, "Sou Seu Sabiá", que fecha o álbum.
No setor de regravações, já uma marca registrada sua, entram "Para Ver as Meninas" (71), de Paulinho da Viola; "O Que Me Importa", de Cury (gravada em 72 por Tim Maia e, segundo Marisa, antes ainda por Martinha); "Cinco Minutos" (74), de Jorge Ben (Jor); e "Gotas de Luar", de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, que ela encontrou num disco coletivo do final dos 70.
Os autores começam a se repetir -já visitara os repertórios de Tim, Ben e Paulinho. A recorrência refletiria um recorte ideológico? "Não, é gosto. É claro que gosto do Chico Buarque, mas tenho muita coisa pela frente, posso cantá-lo ainda. É muita gente, amo muitos compositores. Não me identifico com nenhuma corrente ideológica, assim como não me identifico com correntes religiosas -mas não acho que seja uma pessoa sem crença, sem fé. Não sinto necessidade de buscar uma ideologia específica, acho aprisionador. Posso ter um pouco da ideologia do Gentileza, do Gandhi, um pouco do Roberto Carlos com um pouco do Tim Maia, um pouco do Rainha e um pouco do...", interrompe-se.
Na única composição só sua do CD, "Gentileza", Marisa até parece frequentar certo ativismo, lembrando que "apagaram tudo/ pintaram tudo de cinza/ a palavra do muro/ ficou coberta de tinta". Mas, não, não é de muros pichados por palavras de ordem que está falando.
"O profeta Gentileza era uma figura popularíssima no Rio, um andarilho que pregou por 40 anos nas ruas e espalhou escritos por pilares de viadutos. Um dia passei em frente e vi que haviam passado cal por cima do trabalho dele. Fiz a música imediatamente."
Gentileza é mais um símbolo popular que Marisa reaviva, como ao produzir CD para a Velha Guarda da Portela ou ao cantar temas de seca, e como costumam fazer seus amigos Walter Salles (no filme "Central do Brasil") e, em registro limítrofe, João Salles (ao apadrinhar financeiramente um traficante de drogas).
Encara a suspeição que vez ou outra acompanha as "trombadas" entre bem nascidos e "populares": "Acho ótimo, tem mais que suspeitar mesmo. Eu mesma suspeito muito. Não se pode acreditar em tudo que se lê, em tudo que se vê, em tudo que está escrito. A discussão crítica é interessante, quero que desconfiem de mim. Porém, as intenções são as melhores, tanto as minhas como as de Walter e João. Sou fã deles. São compromissos claros com a arte". À arte, então." Pedro Alexandre Sanches (Folha de São Paulo, 11.05.2000)

Temas

CD 1
01
Amor I love you
Marisa Monte - Carlinhos Brown
02
Não vá embora
Marisa Monte - Arnaldo Antunes
03
O que me importa
Cury
04
Não é fácil
Marisa Monte - Arnaldo Antunes - Carlinhos Brown
05
Perdão você
Carlinhos Brown - Alaim Tavares
06
Tema de amor
Carlinhos Brown - Marisa Monte
07
Abololô
Marisa Monte - Lucas Santtana
08
Para ver as meninas
Paulinho da Viola
09
Cinco minutos (5 minutos)
Jorge Ben Jor (Jorge Ben)
10
Gentileza
Marisa Monte
11
Água também é mar
Marisa Monte - Carlinhos Brown - Arnaldo Antunes
12
Gotas de luar
Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito
13
Sou seu sabiá
Caetano Veloso